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30/11/2009 - Diário do Comércio Escrever Comentário Enviar Notícia por e-mail Feed RSS

Pedagoga é vítima de cartão clonado

Por: Ivan Ventura

Criminosos utilizaram o cartão 64 vezes. Banco do Brasil não reconhece o crime.

No mês de agosto, a pedagoga Heloisa Aparecida Queiroz, de 64 anos, acredita ter sido vítima de uma quadrilha especializada na clonagem de cartões de crédito e débito, o que lhe causou um prejuízo de quase R$ 8 mil. O Banco do Brasil afirma que há indícios de que ocorreu uma fraude contra a pedagoga. Mas não irá ressarcir a quantia.

Esse é o primeiro capítulo de mais um caso do golpe que lesou um número ainda desconhecido de pessoas no País. Mas trata-se de uma modalidade de crime muito conhecida da população.

Começo – No caso de Heloisa, a suposta fraude teve início no dia 6 de agosto e foi descoberta apenas no dia 16 daquele mês, segundo o filho da vítima, o administrador do escritório da Junta Comercial da Associação Comercial de São Paulo (ACSP), Claudio Queiroz.

Por coincidência, a vítima foi internada para a realização de uma operação no dia 6 de agosto, no hospital Santa Helena, onde teve alta no dia 8 do mesmo mês.

Repouso – Após a operação, o médico recomendou repouso absoluto para Heloisa e que foi seguido à risca na casa do filho por quase dez dias.
No dia 16 de agosto, fim do período de repouso, a pedagoga foi ao banco e descobriu a ausência do dinheiro. Era tarde demais: havia um dívida com o cartão de crédito de quase R$ 8 mil e que precisava ser paga.

"Eles (criminosos) utilizaram o cartão em 64 oportunidades, sendo que, em 56 dos casos, eles tiveram êxito na compra. Tenho certeza de que o cartão não foi usado, pois minha mãe não empresta e não perdeu o cartão, que possui chip. Entendo que ela foi alvo de criminosos que clonam cartões", acredita Queiroz, que divide com a sua mãe a conta corrente utilizada pelos supostos criminosos.

Passos – A primeira preocupação de Queiroz foi verificar os passos dos criminosos por meio dos extratos ou gastos do cartão. Foi assim, por exemplo, que ele descobriu que a imensa maioria das compras foi concretizada em diversas lojas de uma mesma rede internacional de supermercados norte-americana. Das 64 tentativas de fraude, 62 foram em lojas do famoso estabelecimento comercial.

O passo seguinte de Queiroz foi quitar o gasto na conta conjunta com a mãe. Depois, procurou o banco para recuperar o dinheiro.
Como é de praxe, o banco fez inúmeras exigências para dar início a uma investigação interna. No dia 29 de setembro, o Banco do Brasil informou, por meio de uma carta, que não foi localizado qualquer tipo de erro do banco. Logo, o dinheiro de Queiroz não seria devolvido.

Falsários – Em outra carta, o banco comenta sobre a possibilidade de fraude provocada pela ação de falsários especializados em fraudes em contas correntes ou poupança. No entanto, ele foi causado não apenas por conta do cartão de crédito, mas pelo acesso dos criminosos à senha do cartão bancário.

Diante do impasse, o caso foi parar na Justiça. "Ingressei com uma ação na Justiça para recuperar o dinheiro. Nem eu ou minha mãe cometemos erros. Não posso ser lesado por algo que não tive culpa", afirmou Queiroz.

Avaliação – Por meio de sua assessoria de imprensa, o Banco do Brasil informou que o correntista deve procurar novamente a agência e pedir uma nova avaliação do caso.

Nesse caso, o correntista deve pedir que seja levado em consideração o histórico da pedagoga no banco. Além disso, o Banco do Brasil informou que o registro de boletim de ocorrência e o ingresso com a ação na Justiça são indícios de que não há má fé do cliente. Isso pode ser levado em consideração na revisão do caso.

Universidades – Na opinião do especialista em combate à fraude e autor de diversos livros sobre o tema, Lorenzo Parodi, é impossível clonar um cartão com chip com a tecnologia atual, como acredita Queiroz. No mundo, apenas 200 laboratórios de tecnologia possuem a tecnologia para clonar o cartão com chip, a maioria dentro de universidades.

Mesmo assim, eles clonaram cartões com um tipo de chip antigo e praticamente descartado nos cartões de crédito.

Por outro lado, a clonagem feita hoje por criminosos é realizada a partir de um cartão com a banda ou tarja magnética – tecnologia de leitura disponível em todos os cartões, inclusive aqueles com o chip. "O problema da fraude será resolvido com a troca por cartões com chip. Com isso, os problemas devem diminuir", afirma Parodi. O Banco do Brasil afirma que todos os caixas eletrônicos no Estado de São Paulo possuem a leitura com base no chip.

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