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11/12/2009 - Correio Braziliense Escrever Comentário Enviar Notícia por e-mail Feed RSS

Especialistas dão dicas sobre como se prevenir de golpes na internet

Por: Igor Silveira


A proximidade do Natal e o 13º salário no bolso funcionam como potentes catalisadores para o aumento do número de compras no fim de ano. Os consumidores que preferem o conforto de casa têm na internet uma ótima saída para gastar com comodidade. No entanto, é também nesta época do ano que a quantidade de queixas de vítimas de golpes na rede mundial de computadores - e de pessoas que não ficam satisfeitas e sentem-se lesadas por lojas virtuais - é consideravelmente maior do que no resto do ano, segundo informações da Procuradoria de Proteção e Defesa do Consumidor do Distrito Federal (Procon-DF).

De acordo com números do Procon-DF, as reclamações de produtos adquiridos fora do ambiente físico de estabelecimentos comerciais ultrapassam o patamar de 23% do total de denúncias. A maioria desses bens materiais que não agradam aos clientes é formada por aparelhos tecnológicos. A orientação para os que não ficaram satisfeitos com alguma compra feita na internet é, em primeiro lugar, procurar imediatamente a própria empresa para que haja uma tentativa de solução do problema. Caso o objetivo não seja alcançado, o presidente do Procon-DF, Ricardo Pires, aconselha que o consumidor reúna os documentos que comprovem o contato - além do comprovante de pagamento, protocolos ou senhas de atendimentos, e-mails etc. - e entre em contato com o órgão para a apuração da denúncia.

"Neste período do ano, a fiscalização é intensificada pelo número alto de reclamações que recebemos dos consumidores. Quero deixar claro, porém, que o cidadão que compra pela internet tem todos os direitos de qualquer outra pessoa, mais o benefício do arrependimento", afirma Ricardo Pires. "Como o comprador não teve a oportunidade de manusear e verificar bem de perto a qualidade do produto, caso não seja o que ele esperava ele tem até sete dias, a partir do recebimento, para devolvê-lo à loja sem que haja a necessidade de uma explicação formal."

Especialistas em mercados virtuais alertam que a prevenção ainda é a melhor opção, mas que nem sempre isso é suficiente para evitar a insatisfação. Depois que o pagamento foi realizado, restam ainda algumas alternativas. Se o produto não for entregue no prazo determinado, o internauta que pagou com o cartão de crédito deve solicitar o cancelamento da cobrança antes do fechamento da fatura. Caso o débito tenha sido pago por meio de depósito ou boleto bancário, um boletim de ocorrência na delegacia mais próxima da residência deve ser registrado.

Decepção

O publicitário Pedro Cesar Melo, 25 anos, quis fazer uma surpresa para o irmão no Natal do ano passado. Por meio de indicações na rede mundial de computadores, encomendou um jogo a um vendedor que não conhecia. Depois de alguns dias, não recebeu o produto e tentou falar com o responsável pela venda. O vendedor tinha desaparecido. Amargando o prejuízo de R$ 100, Melo conseguiu descobrir, na internet, um fórum de discussões criado por outros internautas que haviam sido enganados pela mesma pessoa.

"Fiquei bastante decepcionado com toda a situação, porque não consegui recuperar o dinheiro. Muitos dos participantes do fórum revelaram que haviam depositado valores muito maiores por ofertas de aparelhos tecnológicos mais modernos, como computadores, aparelhos de som e televisões", conta o publicitário. Pedro Cesar Melo não fez boletim de ocorrência na polícia e não quis acionar a Justiça, por considerar que o valor perdido era pequeno, levando-se em consideração todo o trâmite que teria de enfrentar no Poder Judiciário.

Atualmente, quando quer comprar algo pela internet, Melo recorre a páginas eletrônicas de empresas conhecidas ou a endereços eletrônicos seguros, que contenham o comando "https://" antes do domínio na barra de endereços. Isso significa que o consumidor está em um site criptografado, ou seja, mais seguro. Outra precaução que o publicitário passou a ter é a procura por comprovação de local físico e pelo telefone fixo da empresa cadastrada na internet.

Vítimas triplicam

A média normal de 26 clientes por mês do perito em crimes digitais Wanderson Castilho triplica quando o mês de dezembro chega. Os criminosos enxergam a internet como um terreno que potencializa as possibilidades de golpes e furtos. Mesmo com a quantidade de informações que alertam os internautas, o número de vítimas é cada vez maior. Castilho, que trabalha no combate às fraudes virtuais há 10 anos, destaca que os crimes mais comuns são executados em páginas clonadas (1) ou em sites de leilões que, apesar da credibilidade consolidada, abrigam internautas que agem, sem cerimônia, de má-fé para levar vantagem sobre os compradores.

Em parceria com autoridades policiais e jurídicas, Wanderson Castilho atuou em operações para resolver casos de senhas bancárias roubadas ou de consumidores que não receberam as compras após o pagamento. Em uma das recentes investigações, ele descobriu que um criminoso usava um site hospedado na Rússia, onde oferecia laptops por um preço muito atrativo. Pelo menos 87 internautas caíram na fraude. "Me passei por um cliente inexperiente, iniciei a transação orientada por ele no MSN e, quando passei o comprovante de pagamento ao criminoso, inseri um programa que me informou automaticamente o número do IP de conexão e o nome do usuário do sistema operacional. Assim, foi simples identificar o local exato em que o criminoso se encontrava", diz.

Para o perito em crimes digitais, é importante que a vítima tenha a noção de que todas as ações na rede deixam rastros passíveis de detecção. Ele explica que quando dois computadores se conectam são automaticamente identificados, graças à ligação estabelecida e gravada no disco rígido. "Ainda assim, é fundamental que o internauta fique atento e evite clicar em links enviados por e-mail, mesmo que o remetente seja conhecido. Em caso de dúvida, vale a pena perguntar sobre o conteúdo para a pessoa que enviou o correio eletrônico", recomenda.

1- Páginas falsas

Qualquer página eletrônica pode ser clonada, ou seja, copiada apenas para roubar informações bancárias do internauta. Nesse caso, o criminoso desenvolve um site que aparentemente é verdadeiro. Assim, o usuário realiza o pagamento para adquirir um produto, mas nunca o recebe. Outra fraude que pode ocorrer nesse tipo de endereço eletrônico é a indução ao usuário para clicar em links de promoções, preencher cadastros ou clicar em e-mails falsos com nomes de amigos conhecidos para que o computador seja infectado por programas que "sequestram" dados.

Dicas

O especialista em segurança da informação e autor do livro Manual do Detetive virtual, Wanderson Castilho, sugere o que fazer para não cair em ciladas virtuais:

» Mantenha seu computador protegido, com softwares de segurança %u2014 antivírus, antispywares, antispams e firewalls %u2014 atualizados

» Atenção a mensagens não solicitadas: não clique nos links oferecidos nestes e-mails, pois em geral eles levam para sites falsos e têm o objetivo de roubar dados do usuário

» Lembre-se: os principais bancos, lojas e instituições em geral não enviam e-mails não solicitados por clientes. Em caso de dúvida, consulte o site da empresa

» Não forneça sua senha para pedidos de recadastramento

» Em sites de leilão, verifique sempre a reputação do vendedor e consulte as observações e os depoimentos escritos por outros consumidores

» Evite usar computadores públicos, como os de lan houses, para fazer as compras

» Certifique-se de que o site escolhido é seguro: o endereço deve começar com "https://" e, na parte inferior da tela, deve aparecer o desenho de um cadeado ativado. Se você clicar no cadeado, poderá conferir se a informação do certificado corresponde ao endereço na barra do seu navegador

» Usar o cartão de crédito na internet é tão seguro quanto usá-lo para pagar um restaurante, por exemplo. No entanto, se desconfiar do site e a compra for inevitável, prefira boleto bancário ou Sedex a cobrar

» Guarde provas da compra, como comprovante de pagamento e e-mails de confirmação de compra e entrega

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