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10/12/2009 - Diário de Cuiabá Escrever Comentário Enviar Notícia por e-mail Feed RSS

Norte-americano é preso e acusado de ser mentor de fraudes em vistos para os EUA


SÃO PAULO - Um norte-americano de 29 anos foi preso na Vila Ema, na Zona Leste de São Paulo, acusado de ser um dos mentores da quadrilha que fraudava vistos de trabalho temporário (H2B) para os Estados Unidos e oferecia falsas vagas em empresas americanas para atrair brasileiros . Com a ação desta quinta-feira, já são 12 as pessoas presas acusadas do esquema.

Os outros acusados de integrar a quadrilha foram presos em quatro estados brasileiros: São Paulo, Minas Gerais, Paraná e Santa Catarina durante a semana. Todos os detidos são acusados de formação de quadrilha e estelionato. Seus bens foram bloqueados e eles são investigados por lavagem de dinheiro. Dezoito pessoas foram denunciadas pelo MP.

O esquema funcionava da seguinte maneira: empresas americanas procuravam agenciadores nos EUA para selecionar estrangeiros para vagas legais de trabalho temporário. Todo ano, o Congresso americano autoriza a criação de milhares de vagas de emprego temporário para trabalhadores estrangeiros. Os agenciadores então se candidatavam a parte dessa cota aprovada pelo Congresso. Depois da aprovação do Congresso, o Governo americano autorizava o consulado dos Estados Unidos no Brasil a emitir o número de vistos pedidos pelos agenciadores.

Mas, no Brasil, agenciadores ofereciam mais vagas de trabalho que a cota autorizada pelo governo americano, muitas vezes em hotéis, fábricas e hospitais. Eles atraíam os brasileiros com anúncios em internet e jornais, usando empresas com 30 nomes diferentes, como Work USA, Job USA e TWSO. A base dessas empresas era em São Paulo. Os brasileiros interessados em trabalho nos EUA pagavam aos agenciadores até US$ 15 mil pela vaga com o visto de trabalho.

No entanto, ao chegar no Consulado, a maior parte dos brasileiros tinha o visto negado, apesar do pagamento aos agenciadores ter sido feito. Outros conseguiam visto, mas descobriam, nos EUA, que o emprego não existia. Alguns passaram fome, tiveram que pedir dinheiro emprestado para a família para voltar ao Brasil e outros ficaram ilegais nos Estados Unidos. A minoria conseguia a vaga prometida.

- Os acusados diziam às vítimas que elas ganhariam US$ 15 por hora, num contrato de seis a nove meses. Mas quem conseguia a vaga, descobria que receberia apenas US$ 7 por hora trabalhada - disse a promotora Aline Zavaglia Alves, do Ministério Público do estado de São Paulo.

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