Monitor das Fraudes - O primeiro site lusófono sobre combate a fraudes, lavagem de dinheiro e corrupção
Monitor das Fraudes

>> Visite o resto do site e leia nossas matérias <<

CLIPPING DE NOTÍCIAS


Acompanhe nosso Twitter

10/12/2009 - Circuito Mato Grosso Escrever Comentário Enviar Notícia por e-mail Feed RSS

Confirmada fraude em concurso

Por: Fernando Duarte


O maior concurso público da história de Mato Grosso foi fraudado. Os investigadores descobriram que os cadernos de provas, as respostas e as justificativas das respostas estavam em computadores e pen drives apreendidos e foram manuseados por Sandra Raquel de Almeida Cabral, Renilse Miranda Cebalho Barbosa e Geyhsa Atala Gomes Curvo fora do local onde era permitido. Todas elas eram ligadas diretamente à elaboração dos questionários por trabalharem na Comissão de Vestibulares da Universidade Estadual de Mato Grosso (Unemat). Apesar disso, a universidade continua na organização do certame. As 3 são acusadas de violação de sigilo funcional, o que dá pena de 2 anos a 6 anos de prisão. Caso seja confirmado que houve comercialização e/ou distribuição dos cadernos, a punição pode ser aumentada.

Foram feitos 2 trabalhos de investigação. Um pelo Ministério Público Estadual e outro pela Delegacia Fazendária, responsável pela análises dos boletins de ocorrência feitos por candidatos.

Depois da apreensão e investigação das máquinas e dos pen drives por peritos do Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado (Gaeco) e da Polícia Técnico Científica (Politec) da Polícia Civil, foram encontrados 10 mil arquivos, o que resultou em torno de 400 gigabytes de informação. Os arquivos, no entanto, tinham sido deletados das máquinas por meio de um programa usado por um especialista. Acredita-se que as envolvidas não tinham conhecimento para deletar as informações daquela maneira e precisaram da ajuda de alguém para tentar apagar as "provas".

Dos 10 mil arquivos investigados e recuperados, 12 estavam com senha para acesso. Foi isso que atraiu os peritos, que desenvolveram uma contra-senha para abrir os documentos. "O que mais chamou a atenção é que as provas estavam com as justificativas das respostas", disse o perito em crimes de informática da Politec Aurélio Willy.

Os comentários das respostas apontam que, caso a investigação mostre que outras pessoas tenham recebido os cadernos, seriam mais convincentes na argumentação. "Isso apenas já caracteriza crime", argumentou o coordenador do Gaeco, Paulo Prado.

A promotora de Cáceres, Januária Dorileo, disse que até amanhã termina de ouvir os suspeitos. "Quando chama uma pessoa para prestar depoimento, esta acaba apontando o nome de outra".

Ela estima de 10 a 15 dias para oferecer denúncia à Justiça, o que pode acontecer com a inclusão de outros crimes, caso seja comprovada a comercialização e/ou distribuição das provas.

Existe mais um suspeito de envolvimento, segundo os promotores. O policial militar André Luiz Castrilon está entre os investigados. As acusadas não foram encontradas pela reportagem para comentar o caso.

Página principal do Clipping   Escreva um Comentário   Enviar Notícia por e-mail a um Amigo
Notícia lida 170 vezes




Comentários


Nenhum comentário até o momento

Seja o primeiro a escrever um Comentário


O artigo aqui reproduzido é de exclusiva responsabilidade do relativo autor e/ou do órgão de imprensa que o publicou (indicados na topo da página) e que detém todos os direitos. Os comentários publicados são de exclusiva responsabilidade dos respectivos autores. O site "Monitor das Fraudes" e seus administradores, autores e demais colaboradores, não avalizam as informações contidas neste artigo e/ou nos comentários publicados, nem se responsabilizam por elas.


Patrocínios




NSC / LSI
Copyright © 1999-2016 - Todos os direitos reservados. Eventos | Humor | Mapa do Site | Contatos | Aviso Legal | Principal