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08/12/2009 - O Globo Online Escrever Comentário Enviar Notícia por e-mail Feed RSS

PF prende 11 acusados de fraudar permanência de estrangeiros no país


SÃO PAULO - Polícia Federal prendeu 11 pessoas acusadas de trazer estrangeiros irregularmente ao país e obter documentação para a permanência deles nesta terça-feira. Dez acusados foram presos na capital paulista e um no Distrito Federal. Uma pessoa ainda está foragida. Dos 11 presos, cinco são policiais federais, dois são servidores da Delegacia de Polícia de Imigração da Superintendência da Polícia Federal de São Paulo, e os demais são advogados e despachantes. A operação foi batizada de Piàn Jú e os integrantes da quadrilha teriam ligação com outra organização criminosa, desbaratada pela Operação Da Shan. Em português, Piàn Jú significa falcatrua ou fraude.

Os cerca de cem agentes cumpriram ainda 23 mandados de busca e apreensão. A 5ª Vara Federal Criminal de São Paulo determinou ainda, a pedido do MPF, o bloqueio das contas bancárias dos envolvidos e o encaminhamento à corregedoria da PF para a realização de uma investigação interna.

Os estrangeiros eram cooptados pelo grupo e encaminhados para os servidores. Os acusados obtinham documentos falsos para regularizar a situação dos estrangeiros, de várias nacionalidades, no país.

Segundo a PF, os acusados conseguiam antecipar o atendimento, fora do agendamento e, mesmo apresentando documentos falsos aos servidores, o processo continuava em andamento. A PF ainda apura quantos estrangeiros foram beneficiados pela quadrilha. Cento e cinquenta inquéritos foram abertos para apurar o caso.

A Justiça autorizou interceptações telefônicas e de e-mails de alguns investigados, a interceptação das salas ocupadas por alguns dos envolvidos na Superintendência da Polícia Federal em São Paulo, quebra dos sigilos bancário e fiscal dos alvos. Apesar das dificuldades enfrentadas pela PF no início dos trabalhos, já que os diálogos eram mantidos de forma cifrada pela quadrilha, as investigações conseguiram provas suficientes para identificar o esquema criminoso.

Foram detectadas fraudes em processos de anistia, permanência e naturalização de estrangeiros, emissão de passaportes, entre outras irregularidades.

Os servidores da PF são investigados pelos crimes de corrupção passiva, com o agravante de terem recebido valores ilícitos para praticar atos de ofício; uso de documento ideologicamente falso e quadrilha ou bando. Já os advogados e despachantes, além dos dois últimos crimes, responderão por corrupção ativa.

A Operação Da Shan - referência à província chinesa de Fujan, no Sul da China, origem da maioria dos trabalhadores trazidos irregularmente ao país - prendeu 14 acusados de tráfico de pessoas. O chinês Zhu Ming foi apontado como líder da quadrilha. Em Rondônia, outras 12 pessoas foram presas. Ming mantinha uma casa em Recife, onde foram apreendidos dinheiro e instrumentos para a falsificação de passaportes. Todos respondem por formação de quadrilha e por manter trabalhadores em condições análogas a de escravidão. As penas podem chegar a 11 anos. A quadrilha começou a ser investigada em 2008, depois de flagrantes em Porto Velho, Ji-Paraná e Vilhena, em Rondônia, de chineses usando passaportes com vistos falsos.

Na segunda-feira, policiais civis de São Paulo prenderam 11 acusados de fraudar vistos de trabalho temporário para os Estados Unidos, em operação conjunta com o Ministério Público, a partir de informações do consulado americano na capital paulista.

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