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07/12/2009 - Jornal Cruzeiro do Sul / Agência Estado Escrever Comentário Enviar Notícia por e-mail Feed RSS

Bando é acusado de lesar 9 mil com promessa de trabalho nos EUA

Por: Bruno Tavares


A Operação Anarquia do Ministério Público Estadual (MPE) desarticulou nesta 2ª feira (7) uma quadrilha internacional especializada em fraudar o processo de obtenção de visto de trabalho nos Estados Unidos. Onze pessoas foram presas por envolvimento no esquema em São Paulo, Uberlândia (MG), Palhoça (SC) e Curitiba (PR). Outros sete estão foragidos. Até agora, o MPE já conseguiu identificar cerca de 1.800 vítimas, mas a estimativa é que mais de 9 mil tenham caído no golpe que, ao longo de 7 anos, teria arrecadado R$ 90 milhões.

As investigações tiveram início em 2003, quando o setor antifraude do Consulado dos Estados Unidos em São Paulo detectou irregularidades e uma súbita mudança no perfil dos pedidos de visto de trabalho temporário. Além das tradicionais vagas no setor hoteleiro da Flórida, começaram a surgir solicitações de empregos em indústrias, o que despertou suspeitas. No ano passado, autoridades americanas pediram auxílio aos promotores do núcleo de Guarulhos do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) para desvendar o funcionamento da organização criminosa.

Por ordem do gabinete do secretário de Segurança Pública, um policial civil foi deslocado para trabalhar em tempo integral com os promotores do Gaeco. Com autorização da Justiça, o agente se infiltrou na quadrilha, aproximando-se tanto dos estelionatários quanto dos interessados em entrar no mercado de trabalho americano. Enquanto isso, outra equipe monitorava as conversas telefônicas e a troca de mensagens entre os criminosos Técnicos da Secretaria Estadual da Fazenda também auxiliaram na análise dos dados das quebras de sigilo bancário e fiscal dos envolvidos.

O esquema tinha duas ramificações. Nos Estados Unidos, advogados procuravam empregadores para saber quantas vagas de trabalho temporário seriam disponibilizadas. Mas, em vez de repassar o número real às autoridades de imigração, eles inflacionavam esses pedidos - por lei, autorizações de emprego têm de passar pelo crivo do Congresso americano. No Brasil, os estelionatários "revendiam" uma quantidade ainda maior de vagas fictícias. Os valores cobrados por essa intermediação giravam em torno de R$ 10 mil, mas identificou-se um pagamento de até US$ 15 mil.

Sem os papéis necessários para dar entrada no pedido de visto, parte das vítimas era barrada ainda no Brasil. Quem conseguia autorização para viajar aos Estados Unidos só ficava sabendo da fraude quando era rejeitada no suposto local de trabalho. "Muitos ficaram e ainda estão em situação de penúria, trabalhando em situação ilegal em subempregos", disse a promotora Aline Jurca Zavaglia Vicente Alves, do Gaeco de Guarulhos, que comandou a investigação. "Alguns conseguiram voltar ao Brasil graças à ajuda de parentes, mas nunca conseguiram recuperar o dinheiro investido." A Justiça já decretou o bloqueio de R$ 10 milhões em bens, imóveis e contas bancárias dos envolvidos. O objetivo é que os valores sejam usados no ressarcimento das vítimas.

AGÊNCIAS IDENTIFICADAS

Embora trocassem de nome para despistar as autoridades, cinco agências de emprego que integravam o esquema estão identificadas - Job USA, Job Express, TWSO, Work USA e Job Tour. Todas estariam em nome de laranjas. As células da quadrilha atuavam de maneira independente. Os líderes da organização seriam Márcio de Castro Ferreira, Alexandre Fernandes e Valquiria Dozzi Batalha. Nos Estados Unidos, a Promotoria de Orlando cumpriu mandados de busca e apreensão nas casas e escritórios de advogados suspeitos de fraudar os pedidos de autorização de emprego temporário. William Vellie, de Oklahoma, e Meg Paulite, da Flórida, são os principais alvos das autoridades americanas.

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