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04/12/2009 - Plenário / FaxAju Escrever Comentário Enviar Notícia por e-mail Feed RSS

Acusação de fraude em licitação no sertão


A Ascoagro - Associação Comunitária dos Moradores da Agrovila está sendo denunciada de praticar tomada de preço fraudulenta. Segundo Edmilson Balbino Santos Filho que é o presidente do Sindiserve - Sindicato dos Servidores Públicos Municipais de Canindé do São Francisco. É que aconteceu a publicacão em um jornal semanal de Aracaju, no período de 5 a 11 de outubro de duas tomadas de preços para obras de esgotamento sanitário e pavimentação em paralelepípedo com drenagem artificial, sendo uma no bairro Olaria e a outra no povoado Curituba. Para adquirir qualquer um dos editais, o interessado teria que pagar a quantia de R$ 800,00.

O que chama a atenção nessa história é que a Ascoagro não possui uma sede própria e o endereço que consta na publicação é da casa do ex-auditor fiscal e aposentado Nelson Araújo. Sem contar que as obras somam um valor de meio milhão de reais, dinheiro repassado através da Pronese - Empresa de Desenvolvimento Sustentável de Sergipe, órgão do governo estadual. Para o radialista Márcio Aragão, muitas coisas estão duvidosas e deveriam ser investigadas. “Uma associação de moradores de um bairro faz tomada de preços de obras em outro bairro e povoado, o edital é cobrado um absurdo e o pior, tudo na casa de um funcionário do alto escalão da prefeitura da cidade”, indaga o comunicador.

Pois é. O radialista garante que Nelson Araújo é diretor do Controle Interno da Prefeitura de Canindé do São Francisco. “Eu acho tendenciosa a atitude dele e, no mínimo, suspeita. Está havendo algum favorecimento. É uma cadeia. Na verdade, está fechando um ciclo. Ninguém sabe quais são as empresas que compraram os editais e ele não cita”, Acusa Márcio.

O presidente do Sindiserve, Edmilson Balbino, vai mais além. Ele afirma que o Nelson Araújo ainda é funcionário público do município. Com documentos em mãos, ele mostra a folha de pagamento da prefeitura referente ao mês de junho deste ano, e lá constava que o aposentado recebeu um salário líquido com a gratificação no valor de R$ 4.410,32.

Laranja.

O presidente da Ascoagro, conhecido como “Gabrielzinho”, é apontado pelo radialista e por Edmilson como um “laranja” de Nelson. Gabriel parece que está bastante preocupado com a repercussão do caso, mas não consegue explicar muito bem o que aconteceu realmente.

“O trabalho no campo, com os trabalhadores rurais. Existe desde 1994. Aassociação é muito carente. É um trabalho honesto, graças a Deus. Nós não temos sede e as nossas reuniões são feitas no galpão da antiga fábrica de queijo da comunidade. Funcionários não temos nenhum, são os produtores. O endereço da associação é o da casa do velho Nelson, porque a papelada está guardada toda lá no escritório que ele tem. Acho melhor perguntar mais coisas assim para ele, que é quem ajuda a gente cuidando dessa parte”, pede Gabriel.

Sobre as tomadas de preços publicadas no jornal, seu Gabrielzinho tenta explicar como tudo procedeu. “A gente já recebeu prontas pela Pronese. Tem muita associação por aqui que só tem o nome, aí o governo manda para a nossa que é a mais organizada. Os valores da obra eu nem sei explicar para vocês e o nome da empresa para onde é repassado o dinheiro eu também não sei. Acho melhor perguntar ao seu Nelson Araújo”, insiste Gabriel.

Ele rebate...

O ex-auditor fiscal se defende de todas as acusações e, bastante tranquilo, diz acreditar que as denúncias são vindas de pessoas invejosas que não podem ver ninguém crescer na vida. “É um grupo de cidadãos frustrado, que a sociedade não tem aceito e que quer ser candidato a vida inteira. Não tenho problema nenhum em explicar o que tiverem com dúvida, pois não devo nada.

Eu presto assessoria gratuita há várias associações do município e nunca recebi um centavo por nada que faço. Sou um aposentado que tem uma aposentadoria relativamente boa, por isso seguindo o evangelho de Deus, eu vou dar aquilo que posso para ajudar”, fala Nelson.

O aposentado ainda assegura que não é funcionário público municipal de Canindé. “Eu fui, mas não sou mais e ainda que fosse não teria nada demais. E o meu filho também trabalhou no setor financeiro e já saiu. Não entendo que ligação tem a prefeitura com isso, pois ela não tem vínculo nenhum com as associações. Os recursos são da Pronese. Em todo o Estado onde recebe dinheiro da Pronese existe a prestação de contas, que é natural porque o dinheiro é público. E, por exemplo, para realizar um empreendimento, se não tiver a prestação de contas anterior não faz, e as licitações são feitas dentro do sistema da lei”, ressalta Nelson.

“A Ascoagro tem mais de um empreendimento não só em benefício dos seus associados como em toda a comunidade e todos eles recebem dinheiro público. A Pronese só concede recurso àquela associação que está rigorosamente em dia com toda a sua documentação, como também a matrícula e o cadastro. Aqui em Canindé, a Associação Comunitária dos Moradores da Agrovila é a que melhor está”, acrescenta Nelson.

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