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01/12/2009 - Portal Terra Escrever Comentário Enviar Notícia por e-mail Feed RSS

GO: casal é preso ao se passar por juiz e oficial de Justiça

Por: Márcio Leijoto


Um casal foi apresentando nesta terça-feira pela Polícia Civil de Goiânia (GO) acusado de se fazer passar por juiz e oficial de Justiça ilegalmente e promover um curso que ensinava os alunos a fazer escutas ilegais. A dupla supostamente capacitava os alunos para serem juízes arbitrais, uma profissão fictícia, conforme a Comissão de Mediação, Conciliação e Arbitragem da seccional de Goiás da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB-GO). O casal atuava em Goiás e no Distrito Federal.

Ao serem presos, Simião Pereira Leonor, 45 anos, se apresentou como juiz arbitral, e sua mulher, Maria Schimitz Wesendonk, 44 anos, como oficial de Justiça arbitral, dois cargos que não existem.

O titular da Delegacia do Consumidor (Decon), delegado Edemundo Dias de Oliveira, disse ter encontrado provas de que o casal se passava também por juízes de Direito, como se fossem do Poder Judiciário. "Eles tinham várias carteiras e documentos como oficiais de Justiça e juiz arbitral, mas a palavra 'arbitral' aparecia muito pequena. E acreditamos que, com isso, eles iludiam tanto os alunos do curso como outras pessoas, para ter diversos tipos de vantagens", afirmou.

O diretor da escola onde funcionava o curso, Augusto de Souza, foi preso na manhã de hoje com uma carteira falsa de oficial de Justiça arbitral e por permitir as aulas em sua instituição. A polícia procura mais duas pessoas que usavam o mesmo expediente: o filho de Maria, identificado como William, e um homem cujo primeiro nome é Rogério.

Foram apreendidos um carro com o símbolo da República e a inscrição Poder Judiciário, documentos, um computador e uma lista e papéis indicando que há mais pessoas usando as carteiras falsas de juiz e oficial de Justiça arbitral. "Vamos identificar todo mundo e quem estiver usando isso para tirar vantagem será indiciado. Quem tiver sido iludido pelo casal, acreditando que o curso era mesmo para juiz arbitral, será considerado vítima", disse Oliveira.

A advogada Carla Traboulsi disse que o Ministério Público Federal e a Polícia Federal do Distrito Federal investigavam este tipo de prática. "A lei que criou a função de árbitro é muito boa, deu mais agilidade à Justiça, mas infelizmente há pessoas que usam isso com outros fins. É crime de falsidade ideológica", afirmou.

O casal e o diretor da escola vão responder pelos crimes de falsidade ideológica, falsificação de documentos e formação de quadrilha. Na Decon, eles apenas confirmaram que eram mesmo juiz e oficial de Justiça arbitral, segundo o delegado.

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