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07/01/2006 - O Liberal Escrever Comentário Enviar Notícia por e-mail Feed RSS

Presa quadrilha com seis estelionatários


Policiais da Delegacia de Estelionato, que funciona na Divisão de Represssão ao Crime Organizado (DRCO), liderados pelo delegado Alberto Pamplona, conseguiram desarticular e prender uma quadrilha de estelionatários que vinha agindo na cidade, criando empresas “fantasmas”. Eles falsificavam documentos para abertura de firmas em Belém.

Segundo o delegado Pamplona, esta quadrilha é liderada por Fábio, o ‘’Gordo”, que atuava no Pará e também em outros Estados. O sobrenome dele é uma incógnita, já que o mesmo possui cinco cédulas de identidade com sobrenomes diferentes. Por exemplo, Fábio Meireles de Melo ou Fàbio Mendes Júnior. Outras cinco pessoas foram presas.

O bando criava firmas ilegais e passava a oferecê-las na praça, vendendo, comprando e utilizando serviços de terceiros e depois desaparecendo dos endereços.

Após um ano de investigações, a equipe do delegado Alberto Pamplona conseguiu localizar a quadrilha em uma mansão no bairro da Campina, em Icoaraci. Foram presos seis integrantes da quadrilha. A mansão servia de escritório de fachada. No período das investigações, os policiais receberam várias informações do paradeiro de Fábio, mas a localização do golpista não havia sido possível até então, porque o acusado mudava de endereço com freqüência.

Os estelionatários constituíam firmas, tiravam talonários de cheques e cartões de créditos.

O esquema criminoso se dava da seguinte forma, de acordo com as investigações: os golpistas aliciavam pessoas idôneas para obter delas CPFs e usavam os documentos com a alegação de que abririam empresas, na verdade, firmas de fachada. A partir disso, eles adquiriam cartões de crédito e talões de cheque para compras no comércio de Belém, lesando diversos estabelecimentos comerciais.

Segundo o delegado, uma das pessoas aliciadas pelos golpistas, uma garota de programa, confirmou ter sido convencida em fornecer o documento aos criminosos, sem saber do esquema fraudulento.

A Polícia ainda não sabe o montante de dinheiro envolvido nos golpes. A intenção dos policiais é que mais pessoas cheguem na DRCO para verificar se foram enganadas pelos estelionatários.

Em poder deles, os policiais encontraram dezenas de documentos de identidade, CPFs, cartões de crédito, talões de cheque, TVs, DVDs, aparelhos de ar-condicionado, computadores, telefones celulares, radiocomunicadores, entre outros objetos comprados pelos golpistas.

Durante a prisão, houve confusão, porque um advogado, que não quis se indentificar e dizia defender os interesses do bando, queria evitar que os integrantes da quadrilha fossem fotografados. Ele chegou a ameaçar uma fotógrafa. O delegado Gilvandro Furtado, diretor geral da DRCO, acabou expulsando-o da sala do delegado Alberto Pamplona.

Os integrantes da quadrilha são Camilo Fernando Palheta Dias, Ivan da Silva Araujo, Geraldo do Patrocinio Rolles, Douglas Huap Santos da Silva, Rosiê Carneiro da Silva e o chefão Fábio. Nenhum deles estava armado.

Os seis foram autuados em flagrante por estelionato, formação de quadrilha, falsidade ideológica e falsificação de documento publico. Na próxima semana, eles devem ser transferido da Delegacia Geral.

Entre as vítimas da quadrilha estava o jovem Pedro Paulo Silva Freitas, de 21 anos, que fez um serviço para a quadrilha de colocação de carpetes e um conserto em uma das empresas fantasmas do bando sem saber que a empresa, na verdade, não existia. Fábio repassou a Pedro Paulo um cheque pré-datado para o dia 23 de março do ano passado de R$ 1.300, mas o cheque não tinha fundos. A quadrilha deu ainda calote dos aluguéis de um prédio na avenida Almirante Barroso e um casa no condomínio Altos de Pinheiro, no Tapanã. Ao serem cobrados, eles fugiram sem pagar.

A Polícia vai investigar o envolvimento de outras pessoas no golpe e da participação de pessoas ligadas a empresas idôneas, como cartórios, no esquema.

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