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30/11/2009 - Correio de Uberlândia Escrever Comentário Enviar Notícia por e-mail Feed RSS

Médico é preso suspeito de fornecer atestado falso a detentos

Por: Marcella Reis

Na operação da PF, oito pessoas foram presas pela Polícia Federal suspeitos de participar do esquema.

O médico Aride Fernandes Rodrigues Júnior que atendia na rede pública de saúde foi preso hoje (30) pela Polícia Federal (PF) sob a acusação de dar atestado falso a presos de Uberlândia. A Operação “Filho Pródigo” foi deflagrada na manhã de hoje e cumpriu oito mandados de prisão preventiva e seis de busca e apreensão. Além do médico, três presos foram reconduzidos ao presídio Jacy de Assis e quatro a Penitenciária Pimenta da Veiga. O advogado dele foi procurado, mas preferiu não se manifestar. A prefeitura aguarda a conclusão da investigação da Polícia Federal.

As investigações começaram há 20 dias e, segundo informações da Polícia Federal, o médico, que atendia na Unidade Atendimento Integrado (UAI Pampulha), fornecia atestados de Tuberculose aos presos que estavam em regime semi aberto para que eles conseguissem na Justiça a prisão domiciliar.

“Os presos não apresentavam os sintomas da doença e os casos não estavam sendo reportados ao setor especial da Secretaria Municipal de Saúde. Existiam os atestados, mas não constavam na ficha na Uai sobre o atendimento”, disse o delegado da Polícia Federal, Daniel Ladeira.

Entre os presos reconduzidos ao sistema prisional estão acusados de latrocínio, tentativa de homicídio, roubo de cargas entre outros. Um deles estava foragido da Justiça e estava um carro roubado, o que leva a polícia a suspeitar que esses presos poderiam estar participando de crimes na cidade. “Estamos investigando os crimes que aconteceram neste período para ver se existe alguma ligação com esses presos”, disse o comandante da 9ª região da PM, Coronel Dilmar Fernandes Crovato.
Na casa de uma técnica em enfermagem suspeita de participar do esquema, e que trabalhava na mesma unidade de saúde do médico, foram encontrados atestados, receituários e carimbos que seriam usados no crime. Segundo informações da PF, esta funcionária já teria sido desligada da Secretária Municipal de Saúde.

A Polícia Federal ainda investiga outros suspeitos e acredita que essa fraude pode estar acontecendo a 1 ano em Uberlândia. Será feito um levantamento do material apreendido e as informações serão repassadas a Prefeitura de Uberlândia para tomar as providências cabíveis.

O médico pode ser condenado pelos crimes de falsidade ideológica, falsidade de documento público, confecção de atestado falso e apresentação de documento falso.

A ação aconteceu em conjunto com o serviço de inteligência do sistema prisional de Minas Gerais e Polícia Militar de Minas Gerais.

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