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28/11/2009 - O Dia Online Escrever Comentário Enviar Notícia por e-mail Feed RSS

Raio-X da fraude do consignado

Por: Alessandra Horto

Alterações no contracheque revelam a fragilidade do sistema bancário e operacional do governo estadual.

Rio - Como explicar a um servidor que os seus dados financeiros e pessoais podem ser tão facilmente clonados e manipulados por terceiros? Quem seriam os responsáveis pelo vazamento das informações que deveriam ser sigilosas? Em meio a incertezas, é possível dizer que a fraude envolvendo contracheques, informações bancárias e senhas funcionais de servidores estaduais é resultado da fragilidade dos sistemas dos bancos e do governo

Além da falta de apuração dos financiamentos por parte do estado, que deveria exigir mais zelo das instituições durante a elaboração dos contratos, os bancos também erram, ao permitir abertura de conta e autorizar empréstimos sem conferir se os dados e os documentos são falsos.

Enquanto não há um sistema blindado, cabe ao servidor tentar entender um pouco como as fraudes acontecem. A raiz do problema é o uso indevido da senha que possibilita alterar a sua margem consignável e captar indevidamente dados pessoais. A partir da senha, o fraudador contrata empréstimos, averba margem ao contracheque e vincula a conta do funcionário a outras operações financeiras.

Agenciador e funcionários de bancos e das instituições financeiras são os principais responsáveis pelas alterações. O lucro vem das comissões pagas pelas contratações de empréstimo e, dependendo da fraude, do recebimento parcial ou total do valor que foi depositado em contas abertas irregularmente.

Em outros casos, também é notável a participação de servidores que utilizam a senha para alterar, inapropriadamente, os contracheques. Sem contar os que agem de má fé, assinando, no mesmo dia, diversos contratos para obter lucro a curto prazo.

R$ 5.400 gastos em uma hora

Dez professores do Colégio Estadual Marechal João Baptista de Mattos, em Acari, têm sofrido sucessivas tentativas de golpes de empréstimo consignado e de uso indevido da conta bancária.

A professora Cláudia Danuse de Souza Motta Coelho, 38 anos, por exemplo, recebeu em casa fatura de cartão de crédito no valor de R$ 5.400 e conta de telefone celular de R$ 1.200. Levantamento feito pela servidora, com ajuda da polícia, mostrou que as compras foram realizadas em uma hora, em lojas do Shopping Grande Rio, em Duque de Caxias. A conta de telefone foi aberta, após a fraudadora ter ido a 20 postos de operadoras de celular.

Já a professora Marta Ivone de Almeida conseguiu bloquear um empréstimo indevido de R$ 8.400. Ela tem tido ainda descontos irregulares de faturas de cartões de crédito, feitos na conta-salário. Ela jamais solicitou tais cartões.

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