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28/11/2009 - Jornal Cidade (Rio Claro) Escrever Comentário Enviar Notícia por e-mail Feed RSS

O golpe da duplicata

Por: Jaime Leitão


De golpe em golpe, o ritmo das falcatruas aumenta e vai a galope. E em final de ano, então, as quadrilhas usam de todas as suas armas para enganar o consumidor. Muitas vezes conseguem.
Um golpe que vem crescendo a duzentos quilômetros horários é o da duplicata falsa. Criminosos abrem falsa empresa de cobrança, conseguem os dados do suposto cliente por meios totalmente escusos e enviam duplicatas falsas de compras que nunca foram feitas por ele.
Diante da cobrança, e com medo de ficar com nome sujo na praça, 30% das vítimas optam por pagar e ficar com o bolso vazio, sem compra e sem nada. Se você não comprou aquela televisão LCD que está sendo cobrada como dívida sua, por que irá pagar?
O caminho é fazer um B.O. (Boletim de Ocorrência) e encarregar a polícia de descobrir a origem do esquema bandido. Cair como patinho, assumindo dívida que não foi contraída, é desconhecer que consumidor tem direitos, e esses devem ser exercidos sempre que houver alguém tentando lesá-lo.
Pela Internet, o famoso “clique aqui” para ganhar um prêmio não para de chegar. Só que esse prêmio é uma bomba que captura todos os seus dados e deixa o seu computador à mercê de hackers que os utilizam para golpe próprio ou vendem a terceiros.
Perder alguns mil reais por medo de ter o nome sujo por uma ameaça criminosa é ingenuidade demais. Ou distração. Todos sabemos se compramos uma televisão, um computador, um carro, um aparelho de som nos últimos meses e se os pagamos ou não. Por mais desorganizados que sejamos, a nossa memória, se estiver dentro do padrão razoável, perceberá a veracidade ou não da cobrança.
Golpistas têm lábia. E podem nos pegar na esquina, pelo telefone ou computador. Há muitas janelas para que eles nos alcancem. Cabe a nós ligar as nossas antenas e acionar o E.C.M. (Estado de Cautela Máxima) para depois não chorarmos ou nos lamentarmos por pagarmos uma dívida fantasma, sem lastro nenhum.
Quando aparece na televisão que determinado golpe está sendo aplicado, é porque o número de golpeados é maior do que se divulga. Por vergonha de terem caído na armadilha, muitos não fazem B.O. nem colocam a boca no trombone.
O que tem que ficar claro é que ninguém nos oferece um bilhete premiado na rua, que pesquisas que aparecem do nada, em frente a um banco, geralmente são feitas para nos assaltar ou para nos enganar de alguma maneira.
Haveria bem menos golpes se fôssemos mais atentos. Nada de deixar a bolsa em cima do balcão de uma loja nem a pasta com notebook no banco do carro. Quando o golpe ou assalto ocorre dentro do banco ou em um shopping, aí a responsabilidade é da empresa. Foi aprovada recentemente uma lei nesse sentido para preservar o cliente. Espero que seja aplicada com rigor.
Depois do golpe, não adianta chorar. E os golpistas se safam da cadeia com mais facilidade do que os ladrões tradicionais. Por isso é que aparecem tantos.

(O autor é cronista, poeta, autor teatral e professor de redação. jaimeleitao@linkway.com.br)

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