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27/11/2009 - G1 Escrever Comentário Enviar Notícia por e-mail Feed RSS

Polícia de SP investiga falsas empresas de cobrança

Quadrilha consegue dados de consumidores e frauda boletos bancários. Com medo de ter nome sujo, vítimas pagam dívidas que não existem.

Uma nova modalidade de crime está assustando os brasileiros. Quadrilhas montam empresas de cobranças, conseguem os dados pessoais do consumidor e fraudam boletos de cobrança. Com medo de ter o nome sujo, 30% das pessoas que recebem esses avisos pagam a suposta dívida.

Uma das vítimas foi uma operadora de atendimento que recebeu um aviso de cobrança de dívida de R$ 19 mil. Ela preencheu um site de uma empresa desconhecida, não chegou a fazer nenhum tipo de compra, mas recebeu um produto de emagrecimento em casa. A operadora, que mora em São Paulo, tentou na época várias vezes falar com a empresa, em Mato Grosso do Sul, mas nunca conseguiu.

Agora, quatro anos depois, recebeu aviso de cobrança. No papel estava escrito que ela deveria fazer acordo antes de ir à Justiça. Um outro documento, enviado ao Juizado Especial, informa que ela deve R$ 18,6 mil.

O papel não tem protocolo de recebimento da Justiça e afirma que ela comprou um produto e não pagou. A pedido do Jornal Hoje, ela ligou para a empresa que confirmou o débito e disse que a função é apenas tentar um acordo. Para provar que houve ou não cobrança, a vítima foi orientada a aguardar e comparecer nos processos.

A polícia investiga se esse tipo de cobrança é um erro ou um golpe. Só em São Paulo estão sendo apurados 30 casos. A polícia já sabe que há quadrilhas que criam empresas fictícias, conseguem os dados do consumidor e emitem boletos falsos. Com medo de ter o nome sujo ou protestado, 30% das pessoas que recebem a cobrança pagam a suposta dívida.

O delegado Eduardo Gobetti, do setor da polícia especializado em repressão a estelionato, diz que quando a pessoa sabe que não existiu a transação não deve pagar o boleto, mas registrar um boletim de ocorrência para que a polícia investigue o caso. “No caso de ter sido protestado, deve entrar judicialmente pra ser dado baixa ao protesto junto ao cartório”, afirmou o delegado.

O delegado ainda diz como que é fácil identificar se a cobrança vem de golpistas. “A pessoa não tem contato físico com ele, só por telefone. Ainda mandam, pra dar mais veracidade, um contrato falso. As empresas que eles representam não existem, e as contas que abrem em bancos são todas com dados falsos”, afirmou.

José Carlos Alvez, diretor da associação que representa os cartórios do Brasil, diz que por lei o cartório não tem como checar se a documentação das empresas golpistas é falsa.

Consultor da Comissão de Defesa do Consumidor da Ordem dos Advogados do Brasil em São Paulo (OAB), Anis Kfouri Júnior foi vítima do golpe da duplicata falsa. Ele só descobriu que estava com o nome protestado quando fez uma compra. “Eu tive uma cobrança de uma conta de telefone de um outro estado que eu nunca tive qualquer relação, de uma empresa que eu nunca tive contato e nunca tinha contratado qualquer tipo de serviço.”

O advogado não recebeu nenhuma intimação do cartório. Segundo a lei, quando o possível devedor não mora no estado da empresa cobradora, a intimação é publicada em edital nos jornais. Só depois de entrar na Justiça ele conseguiu anular o protesto.

De acordo com o consultor da OAB, quando um consumidor recebe em casa um produto sem fazer o pedido, ele é considerado amostra grátis.

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