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26/11/2009 - Campo Grande News Escrever Comentário Enviar Notícia por e-mail Feed RSS

Associação fazia empréstimos consignados sem autorização

Por: Ângela Kempfer


Investigações realizadas pela PF (Polícia Federal) dão conta que a ARSPB (Associação de Repartições e Servidores Públicos Brasileiros), localizada na rua Dom Aquino, em Campo Grande, fazia empréstimos consignados a servidores sem ter autorização para realizar a operação financeira.

A PF investiga a empresa desde julho deste ano. Na manhã desta quinta-feira, foram cumpridos quatro mandados de busca e apreensão.

Um deles foi cumprido na sede da ARSPB, na Dom Aquino, outro na factoring pertencente a um dos responsáveis pela empresa. O terceiro na residência de outro envolvido e o quarto na filial da Associação, em Dourados, cidade que fica a 230 quilômetros da Capital.

Foram apreendidos diversos documentos relacionados a empréstimos irregulares e clandestinos, além de HD`s, CD`s e uma arma calibre 380 que se encontrava na residência de um dos responsáveis pela ARSPB.

O material apreendido será encaminhado para o SETEC- Setor Técnico-Científico (Perícias) da PF para análise.

De acordo com a PF, a ARSPB captava, indevidamente, clientes para concessão de empréstimos como se fosse instituição financeira. Ou seja, a Associação não poderia emprestar dinheiro porque não é instituição financeira.

A reportagem do Campo Grande News apurou que para poder emprestar dinheiro pela Associação o servidor tem que se tornar um sócio. Para isso, ele paga mensalidade cujo valor varia de acordo com a renda dele. A fidelização à ARSPB é de pelo menos um ano, independente da duração do contrato de empréstimo.

O débito do empréstimo é feito diretamente na conta corrente do servidor através do Débito Automático. Situação diferente dos consignados feitos por instituições financeiras, em que a dívida é descontada diretamente na folha de pagamento.

Além disso, na Associação o juros cobrado é mais alto do que nas instituições legalizadas.

Os responsáveis pela ARSPB poderão ser indiciados pelo artigo 16 da Lei 7492/86, que trata de estelionato contra o sistema financeiro nacional.

A operação realizada nesta quinta-feira pela PF leva o nome de Beija-Flor em alusão ao símbolo da empresa.

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