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26/11/2009 - Mídia News Escrever Comentário Enviar Notícia por e-mail Feed RSS

Acusados de fraudar PAC assumem diretorias na Fiemt

Por: Rafael Costa

Empreiteiros foram presos pela PF, durante a Operação Pacenas. Processo foi anulado pelo TRF.

Três empresários que tiveram seus nomes envolvidos nas denúncias de supostas fraudes em licitações de contratos das obras do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), em Cuiabá e Várzea Grande, serão empossados, na quinta-feira (26) à noite, na direção da Federação das Indústrias do Estado de Mato Grosso (Fiemt).

O ex-prefeito de Cuiabá, Anildo Lima Barros, o suplente de deputado pelo PSDB, Carlos Avalone, e o empreiteiro Luiz Carlos Richter foram presos em agosto passado, durante a realização da Operação Pacenas, que desarticulou um grupo acusado de se apropriar indevidamente de dinheiro público, por meio de recebimento de vantagens em disputas de processo de licitação nos dois maiores municípios de Mato Grosso. O alvo da suposta fraude seriam contratos na ordem de R$ 400 milhões, conforme o Ministério Público Federal.

Todos foram indiciados pelos crimes de formação de quadrilha e frustração do caráter competitivo da licitação, juntamente com outras oito pessoas, entre empreiteiros, advogados e funcionários públicos municipais. Anildo, Avalone e Richter farão parte da equipe administrativa da Fiemt, no triênio 2009/2012.

Avalone e Richter serão vice-presidentes e Anildo, um dos diretores ligados diretamente à presidência, comandada pelo empresário Mauro Mendes, reeleito. A cerimônia de posse será 20h, num dos buffets mais badalados de Cuiabá. É esperada a presença da parte considerável do PIB de Mato Grosso e de nomes de peso na política regional, além de representantes de famílias tradicionais.

Na gestão anterior, sob Mauro Mendes, Carlos Avalone era vice-presidente, Anildo Lima Barros era diretor e Luiz Richter, suplente.

Antes da posse dos novos dirigentes da Fiemt, haverá a sessão solene de outorga da comenda "Mérito Industrial Júlio Muller" ao presidente da Confederação Nacional da Indústria (CNI), Armando Monteiro Neto, deputado federal pelo Estado de Pernambuco.

Perfis

Ex-prefeito de Cuiabá, Anildo Lima de Barros é proprietário da empreiteira Gemini, que, conforme MidiaNews revelou, com base em informações do Superior Tribunal de Justiça (STJ), doou R$ 100 mil para a campanha à reeleição do prefeito de Várzea Grande, Murilo Domingos (PR). Supostas fraudes foram apontadas pela PF no PAC da Cidade Industrial, durante a Operação Pacenas.

Luiz Carlos Richter, ex-presidente do Sindicato da Construção Civil, segundo a PF, teria a função de selecionar empreiteiras para participar das licitações suspeitas. Carlos Avalone, primeiro suplente do PSDB na Assembleia Legislativa, conforme a polícia, arquitetava com o ex-procurador geral do município, José Antônio Rosa, reuniões com empreiteiros para negociações, supostamente marcadas pelo recebimento ilegal de vantagens.

Apesar das acusações feitas pela Polícia Federal, os três diretores da Fiemt tiveram os processos relacionados à Operação Pacenas anulados, por conta da decisão da 3ª Turma do Tribunal Regional Federal (TRF)/1ª Região de desqualificar as interceptações telefônicas das investigações, o que, posteriormente, levou à anulação do inquérito.

MidiaNews apurou que, embora os cargos de diretoria da Fiemt não sejam remunerados, há uma verdadeira disputa, no mundo empresarial, por conta do prestígio no meio social e político, bem como pela capacidade de articular participação em contratos de obras milionárias, sobretudo, aquelas patrocinadas pelo Poder Público.

Outro lado

A assessoria de imprensa da Fiemt argumentou que a eleição que marcou a escolha dos novos membros da chapa ocorreu em julho passado, um mês antes de a Polícia Federal deflagrar a Operação Pacenas.

Disse, também, que compete ao Judiciário a decisão de punir os três diretores, se confirmadas as acusações contra eles pelos supostos crimes e que a Fiemt não tem responsabilidade pelo que ocorre dentro das empresas que são filiadas à entidade.

A assessoria destacou, ainda, que a escolha dos membros da chapa se dá com a indicação de representantes dos sindicatos filiados. Na disputa que reelegeu Mauro Mendes presidente, houve um consenso para chapa única. O vice-presidente é o empresário Jandir José Milan.

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