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26/11/2009 - Correio Braziliense Escrever Comentário Enviar Notícia por e-mail Feed RSS

Secretaria de Educação informa universidades que qualquer declaração que venha do Ilal é inválida

Por: Guilherme Goulart


A Secretaria de Educação do Distrito Federal começou a encaminhar ontem ofícios às principais universidades candangas com esclarecimentos sobre o Instituto Latino-Americano de Línguas (Ilal). Por meio da Coordenação de Supervisão Institucional e Normas de Ensino (Cosine), as reitorias de pelo menos três instituições de nível superior receberão informações formais sobre a fraude. A escola de línguas é acusada de oferecer supletivos e emitir certificados de conclusão de ensino médio sem autorização da autoridade local de educação.

A Cosine havia sido consultada no início do mês pela Universidade de Brasília (UnB), o Centro Universitário de Brasília (UniCeub) e o Centro Universitário do Distrito Federal (UDF) por conta de alunos matriculados com documentos expedidos pelo Ilal e atestados por instituições cariocas — ao lado do Instituto de Educação Superior de Brasília (Iesb), encontraram 138 casos. O órgão aguardava a análise de representações com influência nacional para dar uma resposta. A Procuradoria da República no DF abriu o caminho na terça-feira ao definir ações (1)para impedir a atuação de escolas como o Ilal.

A coordenadora da Cosine, Leila Pavanelli, disse que os comunicados serão entregues até o fim da semana. “Vamos encaminhar às universidades expedientes atestando que qualquer declaração do Ilal deve ser desconsiderada. Não tem valor nenhum”, explicou. Como denunciou o Correio com exclusividade, as cinco unidades do Ilal no DF vendiam diplomas de segundo grau por até R$ 3 mil. Pais e estudantes pagavam por um serviço de supletivo a distância, mas sem credenciais da Secretaria de Educação do DF (leia Entenda o caso).

Os ofícios encaminhados pela Cosine darão respaldo para as universidades decidirem o futuro dos alunos que garantiram vagas ao apresentar os certificados irregulares. A UnB tem 81 casos, espalhados em 34 cursos de graduação nos câmpus do Plano Piloto, Ceilândia e Gama. O Decanato de Graduação dará um período de defesa, mas adiantou que não vai segurar o espaço de quem tem diplomas sem validade. O UniCeub reúne 39 estudantes na mesma situação. O Iesb, 11. E o UDF, sete. No caso dessa última, porém, a Cosine descobriu mais 31 universitários com documentos emitidos a partir do Ilal.

Portas fechadas

Pelo menos uma das unidades do Ilal encerrou as atividades no DF após as denúncias publicadas pelo Correio Braziliense. A reportagem esteve ontem na filial da QSA 12, em Taguatinga, e encontrou as portas fechadas. Um cartaz escrito à mão e pregado no vidro do local revela que “todo e qualquer assunto referente ao supletivo do Ilal, favor se dirigir ao Ilal da 502 Sul (sede)”. A fachada e as placas com o nome da entidade aparecem agora cobertas por uma camada de tinta branca. As demais unidades ficam na Asa Norte e em Águas Claras.

Rigor
A Procuradoria da República no DF recomenda que as universidades suspendam as matrículas de quem apresentou documentos emitidos pelo Ilal. O órgão também exigirá levantamentos de possíveis aprovados em concursos públicos, que assumiram vagas com documentos irregulares.

Entenda o caso
Esquema denunciado

O Ilal atua no Distrito Federal há cinco anos. Mantinha até o início deste mês cinco unidades na capital do país: uma na Asa Sul, uma na Asa Norte, uma em Águas Claras e duas em Taguatinga. A Secretaria de Educação do DF descobriu que, nesse período, a entidade se envolveu em esquema de venda de históricos escolares e certificados de conclusão de ensino médio. Ela não tem autorização do órgão para oferecer supletivo, informação que aparecia nos materiais informativos da escola.

A fraude contava com instituições de outros estados. As declarações e os comprovantes emitidos pelo Ilal aparecem acompanhados de históricos escolares atestados por duas empresas do Rio de Janeiro. Parte dos certificados é vendida para menores de 18 anos, que, segundo o documento, concluíram o ensino médio via Educação de Jovens e Adultos (EJA), em educação a distância. A prática é ilegal.

Como comprovou o Correio Braziliense, as documentações são negociadas por até R$ 3 mil. Ligação feita para a sede do Ilal, na 502 Sul, revelou que a aprovação no ensino médio depende apenas de algumas provas. Não há, por exemplo, aulas. Estudantes ouvidos pela reportagem revelaram ainda que ligaram para pais, amigos e namorados durante os exames. Com a ajuda da internet, receberam as respostas das questões. O Ilal é investigado pela Polícia Civil, pelo MP e pelo Procon.

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