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24/11/2009 - Cotidiano Digital Escrever Comentário Enviar Notícia por e-mail Feed RSS

Cresce a procura por serviços de apuração de fraudes em empresas

Por: Eduardo Cipullo


Pequenos desvios, grandes problemas. Quando se trata de assegurar a credibilidade de uma empresa, não se pode transigir com o erro, por menor que ele possa parecer.

Cada vez mais cientes dessa realidade, os empreendedores estão atentos à importância de contratar serviços especializados na apuração de fraudes e desvios de recursos. Minha afirmação não se baseia em uma pesquisa conduzida com parâmetros científicos, mas na observação do grande número de consultas com esse foco que têm sido encaminhadas à área de Risk Advisory Services da BDO.

Acredito que a principal motivação para essa “corrida à apuração” seja a torrente de revelações acerca de dados manipulados, fraudes em investimentos e outros delitos, que teve início com o agravamento da crise econômica mundial. A sinalização para a existência de uma realidade tão incômoda impôs aos gestores o dever redobrado de prevenir e/ou conter quaisquer lacunas que possam servir de escoadouros para os valiosos recursos das corporações que administram.

O fato de as empresas perceberem que uma investigação dessa natureza requer um trabalho minucioso, conduzido por especialistas, indica que elas estão mais maduras e dispostas a se profissionalizar. E, ao reconhecerem que a ajuda externa nesse segmento é capaz de oferecer resultados mais efetivos, elas caminham para a melhoria dos sistemas internos de controle e gestão.

Cabe salientar que a ausência de programas, sistemas e procedimentos de controle e monitoramento interno oferece aos criminosos uma ‘zona de conforto’ na qual podem agir com liberdade.

Outro agravante, no que diz respeito especificamente ao Brasil, é a nossa tendência a tratar as fraudes corporativas como se fossem problemas internos e não casos de polícia. Em geral, as empresas demitem os envolvidos sem sequer denunciá-los às autoridades competentes. Essa leniência é nociva em dois aspectos: primeiro, a certeza da impunidade serve como incentivo aos potenciais fraudadores; segundo, como qualquer delinquente, o fraudador se sente ‘premiado’ quando, depois de ser apanhado, acaba lidando apenas com um confronto pouco enérgico. A tendência, portanto, é que ele se convença de que o “crime compensa” e volte à ativa, novamente protegido pelo insuspeito disfarce de colaborador, funcionário ou, não raro, de executivo do alto escalão.

Não é apenas por vício de conduta ou falta de confiança no ordenamento jurídico do País que as empresas preferem deixar seus escândalos entre quatro paredes. Muitas vezes, o que falta é a documentação adequada das ocorrências – e, sem isso, torna-se impossível comprovar, perante às instâncias policiais e judiciais, os episódios de fraude. Uma apuração feita com profissionalismo e foco poderia oferecer esses instrumentos, os únicos capazes de tirar os transgressores de sua zona de conforto.

Ter coragem de apurar os eventuais casos de fraudes corporativas é uma iniciativa louvável e saudável. Porém, mais importante ainda é trabalhar no sentido de reduzir os riscos a patamares mínimos. Contar com a ajuda de um time de especialistas para elaborar e implantar sistemas de controle e monitoramento internos é o primeiro passo para operar com máxima segurança, e, desse modo, poder se dedicar com tranquilidade e total atenção ao seu core business.

Além de ser mais barato do que cobrir perdas por fraudes recorrentes, investir em controles eficazes faz bem para os negócios. É muito importante que essa “moral da história” entre de vez para o repertório dos nossos gestores empresariais.

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