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23/11/2009 - Bem Paraná Escrever Comentário Enviar Notícia por e-mail Feed RSS

Cresce a apreensão de dinheiro falso no Paraná

Por: Ana Ehlert

Avanço é proporcional a participação no volume nacional. De 4%, em 2007, foi para 9%, em 2009.

O Paraná deve fechar ao ano de 2009 com o recolhimento de 35.511 mil cédulas falsas, segundo estimativas de João Sidney de Figueiredo Filho, chefe do Departamento do Meio Circulante (Mecir) do Banco Central. O volume coloca o Estado como quarto no ranking nacional e representa 9% do total apreendido no País — um avanço na participação, contrário a tendência nacional.

Segundo Figueiredo Filho, em 2007 a participação do Estado era de 4% e em 2008, de 7%. “Embora o volume de cédulas apreendidas em 2009 seja cerca de 2% inferior as 36.076 unidades apreendidas em 2008, o recuo está aquém do verificado no Brasil, que é da ordem de 30%”, explica. Além disso, de 2007 para 2008, houve um aumento de 40% no volume de notas falsas apreendidas no Paraná.
À frente ficam São Paulo (203 mil unidades), Rio de Janeiro (54 mil cédulas) e Minas Gerais (38 mil unidades), conforme os dados consolidados de 2008. As mais falsificadas são as de R$ 100 e R$ 50 — sendo que 59% das notas apreendidas são de R$ 50.

“Não tem exatamente como saber o motivo desse comportamento contrário no Paraná, mas acredito que região de fronteira facilite isso e talvez o receio, por parte dos comerciantes e caixas, de fazer a verificação sobre a veracidade da nota apresentada”, argumenta. Figueiredo Filho ressaltou uma ocorrência de suspeita de falsificação de nota em um shopping de Curitiba. “Parece que acabaram até chamando a polícia, causando constrangimento na caixa, e depois verificaram que a nota era verdadeira”, relata.

No entanto, ele afirma que a verificação sobre a veracidade da nota é um direito e uma obrigação do comerciante do mesmo modo que o consumidor faz a checagem do produto que está pagando.
Períodos de maior movimento no comércio, como o Natal, por exemplo, são épocas em que os falsários têm maior propensão a tentar passar notas falsas. “Normalmente o Banco Central recebe um maior número de cédulas falsas no segundo semestre do ano, exatamente por ser o período de maior circulação da economia”, diz. Figueiredo Filho ressalta a necessidade de maior atenção por parte dos caixas na hora de receberem as notas.

Para tentar inibir a ação dos falsários, que segundo dados do Mecir, se resumem a 30 no País, porém com uma rede de distribuição de bastante capilaridade, o Banco Central lançou a campanha Dinheiro de Verdade. Com peças veiculadas na mídia nacional e também pelo hotsite www.dinheirodeverdade. bcb.gov.br , a ideia é chamar a atenção da população para o reconhecer bem o seu dinheiro.

Entre as ações do Banco Central para coibir a falsificação está a distribuição de cartazes com explicações sobre como reconhecer uma nota falsa. “Nas pesquisas que fizemos percebemos que os falsário ficam um pouco mais inibidos em passar notas falsas nos estabelecimentos onde há cartazes como estes afixados perto dos caixas”, conta.
Além disso, Figueiredo Filho ressalta que quando há a suspeita de se ter nas mãos uma nota falsa é importante ir até um banco e entregá-la ao gerente. “Uma pessoa que entra em uma agência bancária portando uma cédula que ela suspeita ser falsa não denigre a imagem dela em nada, mas se essa pessoa passa uma nota falsa, ela comete um crime”, ressalta.

O banco deve então fazer um recibo com o valor da nota e entregar as consumidor. “No caso da nota não ser falsa, o valor é restituído a ela”, diz. Se a nota for falsa, o consumidor ou comerciante perdem o valor de face (indicado na cédula).

BC lança campanha para uso de moedas

A campanha Use suas Moedas, lançada ontem em Curitiba, na sede do Banco Central, é também uma das ações para tentar coibir o índice de falsificação de cédulas. Pois, além das moedas o Banco Central quer aumentar e melhorar a qualidade das notas de R$ 2 e R$ 5, através da distribuição de kits de R$ 100, em cédulas de R$ 2, R$ 5 e moedas para os comerciantes.

“Notas muito velhas, dificultam a identificação dos itens de seguranças da nossa moeda, como a marca d’àgua o que facilita também a falsificação”, explica o chefe do Departamento do Meio Circulante (Mecir) do Banco Central, João Sidney de Figueiredo Filho. Os kits para os pequenos comerciantes serão disponibilizados na Agência Banco do Brasil, da Praça Tiradentes, 410 (agência 0009).

Os grandes comerciantes deverão solicitar aos bancos nos quais têm conta vinculada os kit. As solicitações para trocas, por parte dos bancos, de notas velhas por novas, devem ser feitas por telefone, com 48 horas de antecedência. Para os bancos, a unidade mínima de fornecimento de cédulas será o maço, constituído por cem cédulas de R$ 2 ou R$ 5. No caso de moedas, serão sacos de quinhentas ou mil unidades, de R$ 0,05 a R$ 1. Essa campanha visa ainda uma maior distribuição de moedas metálicas, cuja estimativa do Mecir é de que 50% das 15,5 bilhões de moedas estejam esquecidas nas gavetas dos brasileiros.


Produção de cédulas é 67% superior

Em 2009, o Banco Central encomendou à Casa da Moeda dois bilhões de moedas — 56% a mais que em 2008. O número de cédulas novas de R$ 2 também cresceu 67%, passando de 420 milhões para 700 milhões. A produção de cédulas de R$ 5 subiu de 255 milhões para 400 milhões — 57% a mais do que em 2008. “Mais da metade deste total já foi entregue pela Casa da Moeda ao Banco Central”, relata Figueiredo Filho.

No caso do Paraná e Santa Catarina, pertencentes à jurisdição da Gerência Regional do Departamento do Meio Circulante em Curitiba, foram distribuídos 31,6 milhões de moedas, entre janeiro e agosto de 2008. Em igual período deste ano, o número chega a 26,6 milhões de pecas.
Já o volume de cédulas de R$ 2 e R$ 5, distribuído de janeiro a agosto de 2008, foi de 152,3 milhões. Neste ano, em igual período o volume chega a 166,6 milhões — 9% a mais.

Custos — Os 15,5 bilhões de moedas representam cerca de R$ 3,2 bilhões. Em uma analise per capta, seriam cerca de 80 moedas por pessoa, aproximadamente. Em termos de custo, por ano o Banco Central gasta cerca de R$ 400 milhões para cunhar moedas. “Como metade fica retida, podemos dizer que temos um custo adicional de R$ 200 mil desnecessário”, diz. O custo médio para cunhar moedas é de R$ 0,21 e para produzir cédulas, de R$ 0,15.

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