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19/11/2009 - Monitor Mercantil Escrever Comentário Enviar Notícia por e-mail Feed RSS

Estudo da PWC revela aumento nas fraudes contábeis


Rússia lidera em roubo e extorsão

A fraude contábil é o crime econômico que mais rapidamente cresce em todo o mundo, segundo estudo da PricewaterhouseCoopers (PwC) realizado com 3.000 executivos de 55 países. A Rússia é o pior país em termos de roubo e extorsão dos empregados por parte das autoridades do país, sendo que cerca de 71% das empresas russas e estrangeiras que operam no país foram vítimas de fraude em 2008, o dobro do que foi reportado nos restantes BRIC (Brasil, Índia e China).

Trata-se de um aumento de 12 pontos percentuais ante 2007, ano em que tinha sido realizado o último inquérito. Os subornos governamentais são o dobro da média mundial - 48% de todas as empresas que responderam a pesquisam registram algum exemplo de suborno ou corrupção nos últimos 12 meses, problema que piorou com a contração econômica.

Segurança nacional

Em setembro, o presidente Dmitry Medvedev considerou que os subornos são a maior ameaça à segurança nacional do país, e disse que "autoridades corruptas gerem a Rússia". O medo de perder o emprego, as metas mais difíceis de atingir e a dificuldade de ter um desempenho que leve à atribuição de bônus são algumas outras razões apontadas para se cometer fraude em todo o mundo.

"As empresas têm de estar conscientes de que uma contração econômica pode levar boas pessoas a fazerem coisas más", afirmou Steven Henderson, da PwC. "Quando é a sobrevivência da empresa que está em foco, o incentivo para se cometerem fraudes aumenta, e a detecção, prevenção e investigação de fraudes diminui", acrescentou.

Inveja

Motivados pela inveja em relação aos salários mais elevados dos executivos de topo, o receio de perder o emprego e a dificuldade de conseguir as metas para obter bônus transformam-se cada vez mais em fraude e roubo.

Entretanto, esta semana a Transparência Internacional referiu que os países menos corruptos do mundo são a Nova Zelândia, Dinamarca, Singapura, Suécia e Suíça; os mais corruptos são a Somália, Afeganistão, Myanmar, Iraque e Sudão.

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