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19/11/2009 - Jornal de Negócios Escrever Comentário Enviar Notícia por e-mail Feed RSS

Um terço das empresas mundiais alvo de fraudes

Por: Carla Pedro


A crise está a provocar um aumenta das fraudes nas empresas, sendo que o crime económico afectou 30% das empresas mundiais nos últimos 12 meses, revela um estudo hoje divulgado pela consultora PricewaterhouseCoopers (PwC).

O estudo, realizado com base a um inquérito mais de 3 mil empresas em 54 países (apenas uma em Portugal), revela também que entre as companhias que foram alvo de crime económico, 43% afirmam que a incidência das fraudes aumentou.

“O desvio ou roubo de bens, citado por 67% das empresas afectadas, foi o crime mais prevalente, seguido da fraude no relato financeiro, citada por 38%, e do suborno e corrupção, por 27%”, refere o relatório, acrescentando que “outros crimes relatados incluíram a violação de propriedade intelectual, branqueamento de capitais, fraude fiscal, abuso de informação e espionagem”.

A PwC refere que a culpa deste aumento é a recessão. “O estudo encontrou evidências de que o impacto da recessão global ajudou a impulsionar a incidência do crime económico e 40 por cento de todos os inquiridos afirmaram que a sua empresa enfrentou um maior risco de crime económico durante a recessão”, explica.

“A crise económica mundial agravou as pressões e os incentivos para cometer fraude,” afirma Patrique Fernandes, Partner e líder do departamento de Forensic Services da PricewaterhouseCoopers em Portugal.

Rússia lidera fraudes

A Rússia é o pior país do mundo para as empresas em termos de roubo e extorsão dos empregados por parte das autoridades do país, revela o mesmo estudo.

De acordo com o relatório, 71% das empresas russas e estrangeiras a operarem na Rússia foram vítimas de fraude no ano passado, o que correspondeu ao dobro do que foi reportado nos restantes BRIC: Brasil, Índia e China. Trata-se de um aumento de 12 pontos percentuais face a 2007, ano em que tinha sido realizado o último inquérito, referiu a PwC, citada pela Bloomberg.

O roubo e os subornos na Rússia atingiram mais as empresas financeiras, de energia e minas daquele país, refere o relatório, baseado num inquérito a mais de 3.000 executivos de 55 países.

Em Setembro, o presidente Dmitry Medvedev considerou que os subornos são a maior ameaça à segurança nacional do país, tendo dito que “autoridades corruptas gerem a Rússia”. A PwC refere que a prevalêcia de subornos governamentais na Rússia é o dobro da média mundial, com 48% de todas as empresas inquiridas a reportarem algum exemplo de suborno ou corrupção nos últimos 12 meses. O problema foi exacerbado pela contracção económica do país.

“Há mais pessoas a sentirem pressão para ‘pisarem o risco’”, salientou a consultora no seu “Global Economic Crime Survey”. O medo de perder o emprego, as metas mais difíceis de atingir e a dificuldade de ter um desempenho que leve à atribuição de bónus são algumas outras razões apontadas para se cometer fraude em todo o mundo.

“As empresas têm de estar conscientes de que uma contracção económica pode levar boas pessoas a fazerem coisas más”, afirmou Steven Henderson, da PwC, citado pelo “The Globe and Mail”.”Quando é a sobrevivência da empresa que está em foco, o incentivo para se cometerem fraudes aumenta, ao passo que a focalização na detecção, prevenção e investigação de fraudes diminui”, acrescentou. Os gestores intermédios, motivados pela inveja em relação aos salários mais elevados dos executivos de topo, bem como o receio de perder o emprego e a dificuldade de conseguir as metas para obter bónus estão assim, segundo o estudo, a transformar-se cada vez mais em fraude e roubo.

De acordo com a PwC, os gestores intermédios britânicos, por exemplo, estão a cometer 47% de todos os crimes económicos nas empresas que operam no Reino Unido, contra 32% há dois anos, devido à deterioração dos seus padrões de vida decorrentes da contracção da economia. Estes gestores estão agora a enfrentar grandes dificuldades no pagamento das suas hipotecas ou das propinas escolares dos seus filhos. Os especialistas deste sector dão o nome de “cappuccino crime” a este tipo de fraude por parte dos gestores em relação às suas entidades patronais – habitualmente fraude contabilística, para mascarar contas.

Entretanto, esta semana a Transparência Internacional referiu que os países menos corruptos do mundo são a Nova Zelândia, Dinamarca, Singapura, Suécia e Suíça, ao passo que os mais corruptos são a Somália, Afeganistão, Myanmar, Iraque e Sudão.

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