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18/11/2009 - O Estado de São Paulo / Ag. Estado Escrever Comentário Enviar Notícia por e-mail Feed RSS

Polícia Federal prende 12 pessoas por golpe no INSS


Após quase nove meses de investigação coberta pelo sigilo, a Polícia Federal deflagrou ontem a Operação Vidência e prendeu 12 integrantes de suposta organização criminosa que fraudava a Previdência Social. A PF estima em R$ 32 milhões o montante que o grupo resgataria de benefícios assegurados com base em documentos forjados.

O golpe era aplicado em nove Estados (São Paulo, Rio, Paraná, Santa Catarina, Rio Grande do Sul, Minas, Pernambuco, Bahia e Goiás) e no Distrito Federal. Munidos de ordem judicial, 90 policiais federais vasculharam 20 endereços dos investigados.

"A PF executou um minucioso trabalho de inteligência que levou à identificação completa da organização e a coleta de provas documentais inquestionáveis", declarou o veterano delegado Fernando Duran Poch, superintendente em exercício da PF em São Paulo. "Há um grande esforço do governo no sentido de coibir essas fraudes."
Os documentos aos quais o chefe da PF se refere são 300 espelhos de cédulas de identidade, de habilitação e CPFs apreendidos com os golpistas. Com esse material eles criavam fantasmas e inscreviam seus nomes no Regime Geral da Previdência Social. Depois do recolhimento de duas ou três contribuições, a quadrilha partia para a segunda etapa do esquema - os fantasmas "morriam", ou seja, certidões de óbito eram protocoladas no INSS garantindo a supostos dependentes o benefício de pensão por morte.

A superintendente do INSS em São Paulo, Elisete Berchiol Iwai, informou que a organização caiu na malha fina da Previdência quando uma funcionária da agência Amoreiras, em Campinas, desconfiou de uma mulher que fora levantar um valor. Ela afirmou que não há envolvimento de servidor da Previdência na fraude, mas disse que "todo o serviço público precisa investir na interligação dos bancos de dados para dar mais segurança aos procedimentos".

Estão sob inspeção 60 cadastros. A Justiça Federal decretou a suspensão de pagamentos e bloqueio de contas. O delegado Wagner Santana da Veiga, da Delegacia de Repressão a Crimes Previdenciários da PF, destaca "indícios da existência de centenas de outros benefícios fraudados". A PF suspeita que os documentos, "de ótima qualidade", podem ter sido desviados de órgãos públicos. Peritos federais vão examinar os papéis.

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