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29/01/2007 - MídiaSemMáscara Escrever Comentário Enviar Notícia por e-mail Feed RSS

Elogio à corrupção – 2

Por: Ipojuca Pontes


Voltando ao tema do poder da corrupção no Brasil da Era Lula, cada vez mais robusto, continuo a desfilar relação de pessoas da vida política acusadas de envolvimento com a dita cuja. A despeito dos escândalos do dossiêgate, sanguessugas e mensalão, elas continuam firmes como o Pão de Açúcar.

Caso 5 – José Dirceu. Ex-chefe da Casa Civil do governo Lula e homem forte do PT, ajudou a promover dentro do partido as figuras de José Genoino, Delúbio Soares, Silvinho Pereira e Marcelo Sereno, sendo considerado um dos responsáveis pela chegada do operário-relâmpago ao Planalto. Guerrilheiro sem guerrilha, mas amigo de Raúl Castro (substituto de Fidel no comando de Cuba, a ilha-cárcere), Dirceu, com seus métodos bolchevistas, foi tido no relatório final do mensalão, assinado pelo procurador-geral da República Antonio Fernando de Souza, como o “chefe do organograma delituoso” da “sofisticada organização criminosa” – no conceito já clássico do Procurador-geral sobre a ex-cúpula do PT.

Lembramos que dias antes de deixar a chefia da Casa Civil, em 2005, Zé Dirceu garantiu num jantar em Madrid, Espanha, que o governo petista ficaria no poder no mínimo dezesseis anos, na certa pensando em sentar ele próprio na cadeira de Lula depois do segundo mandato.

Hoje: semana passada, ao saber da adesão do PSDB à candidatura de Arlindo Chinaglia à presidência da Câmara, o cassado Dirceu, num jantar em Lisboa, esfregou as mãos: “É a vitória do meu candidato!”

De fato, com Chinaglia presidente da Câmara a anistia de Dirceu fica praticamente assegurada. Daí à presidente da República é só um passo – claro, se Lula não quiser amarrar o bode pela terceira vez.

Caso 6 – Antonio Palocci. De formação trotskista, ligado ao Comitê de Solidariedade aos Movimentos de Libertação Nacional da Colômbia (leia-se Farcs), Palocci transformou-se de repente no “gênio” das finanças nacionais ao adotar, como ministro da Fazenda, o que os esquerdistas chamam de modelo econômico “neoliberal”.

Na gestão da prefeitura da Ribeirão Preto, o trotskista foi acusado de receber, segundo o assessor e algoz Rogério Buratti, a propina mensal de R$ 50 mil, arrancada da Leão & Leão, a empresa prestadora de serviços conivente com esquema de superfaturamento em contrato de coleta de lixo com a Prefeitura de Ribeirão.

A boa estrela de Palocci apagou-se quando o caseiro Francenildo Costa, ao confirmar a presença do ministro em embalos, churrascos e negócios insondáveis numa mansão do Lago Sul, teve o seu sigilo bancário quebrado por solicitação ministerial, um ato que estarreceu a Nação e levou Palocci a renunciar o cargo.

Hoje: eleito deputado federal depois de campanha milionária, Palocci já se instalou em apartamento de Brasília e adotou um estratégico estilo “low profile”. Mas é viável que assuma cargo ministerial no provável 3ª mandato do “companheiro” Lula.

Caso 7 – Ricardo “Peroba” Berzoini. Conhecido, quando ministro da Previdência Social, como o “cruel carrasco dos velhinhos do INSS”. Eleito presidente do PT para moralizar o partido depois do escândalo do mensalão, ele foi posto em quarentena por Lula, logo após a eclosão de outro escândalo estrondoso, o dossiêgate, que levou Alckmin ao 2º turno.

Segundo um membro da executiva do PT, Berzoini comandava paralelamente uma força-tarefa dentro da organização com autonomia para levantar denúncias e informações contra adversários políticos. O dossiêgate - que mobilizou o trabalho dos palacianos Freud Godoy (demitido a “pedido”), Jorge Lorenzetti (churrasqueiro preferido da Granja do Torto), Osvaldo Bargas, Valdebran Padilha e Gedimar Passos – reporta-se à compra (por R$ 1,7 milhão) de documentos que incriminavam Zé Serra, então candidato ao governo de São Paulo. Apesar de saber que a grana vinha do “Caixa dois”, a Polícia Federal se confessou incapaz de explicar sua origem, enquanto Zé Serra, que desfila as mesmas idéias do PT, disse que a coisa não passou de “baixaria”.

Hoje: esgotada a repercussão do escândalo, Berzoini retornou à presidência do PT, leal à proposta de anistia para Dirceu, além de solidário com a absolvição dos envolvidos com a compra do dossiê e o escândalo das sanguessugas.

Como dizia Fidel: “Andas bien, Berzoini!”

Caso 8 – Benedita da Silva. Ministra da Assistência Social do Governo Lula, “Benê”, como é chamada entre os pares, foi denunciada pelo Ministério Público Federal por “improbidade administrativa” ao viajar para Buenos Aires às custas dos cofres públicos a fim de participar de Café da Manhã Anual da Oração, evento promovido por igrejas evangélicas.

Lula não teve outra saída a não ser pedir o cargo de Benedita para nomear Patrus Ananias (que nome!) na pasta assistencialista. Antes, enquanto governadora “interina” do Rio, Benedita convivia com Waldomiro Diniz, nomeado na cota do PT para o cargo de presidente da Loteria do Estado do Rio de Janeiro, Loterj – uma “boquinha” a mais do PT para a cavação de fundos destinados às campanhas eleitorais do partido.

Hoje: nomeada por Sérgio Cabral (que se diz leitor de Lênin) para dirigir a Secretária de Assistência Social do Estado, “Benê” tomou logo a providência de nomear como auxiliar Carlos Manoel Costa Lima, receptador da grana do valerioduto para pagar contas eleitorais da ex-ministra de Lula. Entre amigos, ela já revelou que vai ser a candidata do PT à prefeitura do Rio.

Enfim, para definir melhor o consciente coletivo da corrupção nacional: distinta senhora da Zona Sul do Rio me telefonou e disse: - “Ipojuca, vê se entende: se eu arranjo todo ano uma grana legal do governo e compro apartamento na Lagoa, aumento o meu negócio e dou conforto a meus filhos e netos e pago bem aos meus empregados, eu simplesmente devo ser respeitada pois estou promovendo a distribuição de renda”.

Fica combinado assim: a ilustre senhora dá conforto a filhos e netos e a patuléia ignara, faminta e suja, paga a conta.

Voltaremos ao assunto.

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