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15/02/2007 - Paraná Online Escrever Comentário Enviar Notícia por e-mail Feed RSS

Empresário descobre fraude na Jucepar

Por: Ligia Martoni


Uma fraude cometida dentro da Junta Comercial do Paraná (Jucepar) no contrato social de uma empresa assustou o empresário maringaense Francisco Carlos da Silva, que de um dia para o outro viu os poderes administrativos sobre sua firma serem transferidos para uma antiga sócia, com quem mantém uma disputa judicial. Desconfiado, ele ativou a Justiça, que comunicou a adulteração no documento aos dirigentes da junta, confirmando o crime. Mesmo com a identificação do funcionário responsável pela alteração no contrato, o empresário está assustado, sofrendo ameaças e andando sob proteção da polícia. O servidor foi afastado do cargo e está sob investigação policial. O caso veio à tona depois que Francisco Carlos da Silva, um dos diretores da Editora Hoje Maringá Ltda., responsável pela publicação do jornal Hoje Maringá, recebeu a notícia de que a administração da empresa passaria para o nome da filha do antigo sócio (Isabela Marion, filha do empresário maringaense Devanir Marion), com quem mantém um litígio na Justiça. "Abordaram-me portando uma certidão simplificada da Junta Comercial que dava a ela (Isabela) poderes de administrar o jornal. Mas o documento não condizia com a realidade, porque eu sabia que uma ordem judicial impedia que qualquer pessoa que não fosse o juiz alterasse o contrato social por força de uma cláusula de bloqueio", conta. No contrato verdadeiro, Isabela permanecia como sócia de Francisco.De posse de uma cópia da certidão, o empresário foi ao juiz Airton Vargas da Silva, da 2.ª Vara Cível de Maringá, onde corre o processo. "Levei junto uma certidão de data anterior e expus a ele", lembra. Foi quando o magistrado entrou em contato com a junta, questionando a emissão da segunda certidão sem seu consentimento. O presidente da Jucepar, Julio Maito Filho, afirma que uma apuração interna confirmou a falsificação. "Havíamos emitido a certidão verdadeira cerca de um mês antes. Entramos no sistema de segurança, controlado por Brasília, que mostrou quem entrou nos computadores e alterou o documento", explica. Apesar de Maito não revelar o nome, a reportagem de O Estado apurou que o funcionário em questão é José Bento da Silva, que assinou o documento fraudado como chefe de cadastro da Junta Comercial do Paraná. Segundo Maito Filho, o servidor nunca havia sido citado em sindicância, mas foi afastado do cargo e agora está sendo investigado pela polícia. "Ele confessou a adulteração e o delegado Antônio Brandão Neto (da 9.ª Subdivisão da Polícia Civil, de Maringá) veio para cá colher o depoimento dele e de outras seis pessoas apontadas por suposto envolvimento no caso."
Se considerado culpado, o funcionário pode ser afastado definitivamente do quadro do Estado. O delegado Antônio Brandão Neto se recusou a falar com a imprensa.PrejuízosO empresário Francisco Carlos da Silva afirma que a falsificação e a conseqüente denúncia têm lhe rendido até ameaças de morte. "Estou sendo acompanhado pela polícia, minha esposa fica o dia inteiro dentro de casa. Além disso, o caso preocupa o meio empresarial. Se não descobrisse a fraude, poderiam assinar qualquer documento em nome do jornal ou fazer financiamento em bancos", afirma.O presidente da Jucepar afirma que, embora o funcionário tenha alterado o documento no sistema sem qualquer dificuldade, o caso foi isolado e não se trata de um esquema de fraude dentro da instituição. "Já houve fatos semelhantes em gestões anteriores, mas todos foram apurados rapidamente, sem maiores conseqüências."
Maito Filho diz que o sistema é vulnerável como em qualquer outro órgão: "Como é alimentado por pessoas, está sujeito a boicote". O presidente comenta ainda que situações semelhantes já aconteceram em gestões anteriores e que sindicâncias foram feitas internamente para apurá-las. "Mas do ponto de vista legal, fraudes como essa não prosperam; é um papel que não vale nada."
O advogado dos empresários Devanir e Isabela Marion, Sérgio Novaes, nega que o contrato social da empresa tenha sido fraudado. "Não existe fraude, entendemos que a notícia vem sendo plantada pelo próprio Franscisco", afirma. Ele acusa o empresário de ter dívidas com o antigo sócio e usar a situação para intimidá-lo. Segundo o advogado, a família Marion não conhece o funcionário que seria responsável pela fraude e não existiria dele qualquer declaração de que tenha cometido a adulteração.

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Comentários


Autor e data do comentário: Francisco Carlos da Silva - 27/05/2012 12:29

Meu nome é Francisco Silva, sou vítima da fraude ocorrida na junta comercial do estado do Paraná. Muito embora a Junta comercial tenha se declarado culpada assumindo o ocorrido em documento encaminhado ao Juiz da segunda vara cívil da comarca de Maringá, até o momento não tenho conhecimento de alguém ter sido punido judicialmente e nem ao mesmo ocorreu a primeira audiência da ação de indenização que movo contra a Junta comercial do estado do Paraná.



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