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07/11/2009 - O Globo Online Escrever Comentário Enviar Notícia por e-mail Feed RSS

Polícia investiga 150 suspeitos de atuarem como 'laranjas' do tráfico de drogas


RIO - A apreensão de uma moto Honda 600F, modelo Hornet, no início do ano, durante uma operação na Favela da Rocinha, foi o fio do novelo para mais um inquérito sobre lavagem de dinheiro do tráfico de drogas. O veículo foi comprado numa concessionária na Tijuca e estava registrado em nome de uma servidora pública, que não tem carteira de habilitação e jamais apreendeu a dirigir. Mesmo assim, era a "dona" da moto, avaliada em mais de R$ 30 mil, mas que era usada pelo traficante Leandro Nunes Botelho, o Scooby, chefe do Morro dos Macacos. A favela em Vila Isabel e a Rocinha são dominadas pela mesma facção.

Nos últimos anos, o tráfico no Rio atingiu o status de organização criminosa e, como tal, começa a ser combatido, revela reportagem de Elenilce Bottari no jornal O Globo deste domingo.

Há nove dias, a Polícia Civil anunciou a prisão de 23 pessoas, acusadas de crime de lavagem de dinheiro para a quadrilha que domina a venda de drogas no Morro do Borel, na Tijuca. Esta é apenas uma das cerca de 60 comunidades dominadas pela maior facção criminosa da cidade, que controla também os complexos da Penha e do Alemão. Inquéritos - que estão sendo acompanhados pela Coordenadoria de Tecnologia em Investigação e Análise no Combate à Corrupção e à Lavagem de Dinheiro do Ministério Público estadual - apontam o envolvimento de outras 150 pessoas com quadrilhas de traficantes, muitas delas sem antecedentes criminais ou sem qualquer ligação direta com a venda de drogas.

Representante do Ministério Público Federal do Rio no Grupo de Trabalho de Lavagem de Dinheiro, o procurador da República Artur Gueiros disse que as classes média e média alta estão entre os principais responsáveis pela estruturação das facções criminosas que atuam no Rio:

- Sempre se falou muito na responsabilidade do usuário. No entanto, são esses colaboradores que mais contribuem para o agravamento do crime no Rio. Nem todos gostam de drogas, mas todo mundo gosta de dinheiro. Assim, muitas vezes no entorno da comunidade ou mesmo distante delas, esses comerciantes legais vão usar recursos do tráfico para abrir ou investir em agências de automóveis, pizzarias, lojas de produtos eletrônicos, locadoras, academias de ginástica. Essa ocultação de riqueza é um crime grave que precisa ser combatido com o mesmo rigor.

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