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06/11/2009 - Diário do Pará Escrever Comentário Enviar Notícia por e-mail Feed RSS

Esquema gera rombo de R$ 2 milhões


Uma quadrilha, três máquinas de cartões de crédito e um prejuízo de mais de R$ 2 milhões. Tudo isso está correlacionado com o golpe praticado em uma grande loja de departamentos em Belém. Na manhã de ontem, quatro dos integrantes do bando foram presos, e, em meio a prisão, um espetáculo à parte, um dos acusados se ajoelhou e, chorando, disse ser inocente perante a imprensa.

Desde o início do segundo semestre deste ano que a Delegacia de Repressão a Crimes Tecnológicos, ligada à DRCO, no comando da delegada Beatriz Machado, passou a fazer a investigação a respeito do caso, pois a diretoria da empresa constatou o prejuízo. A delegada informou que se tratou de uma investigação demorada e trabalhosa, pois houve pelo menos 10 quebras de sigilos, entre bancários e telefônicos.

“Na quadrilha cada um tem uma participação importante, mas tem um deles que é considerado o líder. E foi um trabalho difícil, porque como somos pautados na legalidade tivemos que esperar a autorização judicial para a quebra de sigilo de várias pessoas”, explicou a delegada.

ATUAÇÃO

A quadrilha forjou a criação de duas empresas, para poder solicitar as máquinas e consequentemente aplicar o golpe. Com as máquinas em poder dos golpistas, elas foram misturadas com as do estabelecimento.Por isso todos os cartões que passavam nas máquinas forjadas tanto em forma de pagamento em “débito” ou “crédito”, o dinheiro era repassado para as empresas criadas pelos golpistas.

Carlos Henrique Amaral Costa é considerado o líder do bando, porque muito tempo ele trabalhou como gerente dos caixas, na loja onde o golpe foi aplicado e sabe como funciona todo o procedimento da empresa.

A versão da polícia é que ele teria articulado com Otávio Bernardo da Luz, que também trabalhou no local durante 15 anos, ele teria facilitado a entrada e a colocação das máquinas nos guichês dos caixas.

O idoso Paulino Nunes Vulcão atuava como o contador das duas empresas fantasmas, por isso dava aparência de legalidade as duas . Ednei Sebastião da Rosa também era sócio de Carlos junto aos negócios da quadrilha.

Ainda está faltando realizar as prisões de dois integrantes do esquema. A primeira seria Núbia Cunha de Oliveira, responsável pelas empresas fantasmas: NKC comércio LTDA e Líder Temper e Célio Augusto Amaral Costa, irmão de Carlos, que contribuía com a equipe no golpe.

O advogado da empresa prejudicada pela quadrilha, Augusto Lobato Potiguar, informou que foi em fevereiro deste ano que foi verificado que havia algo de errado nas contas da empresa, pois de acordo com o levantamento realizado existia uma diferença nos valores dos produtos que eram vendidos com relação ao valor que a loja arrecadava.

A PRISÃO

Os quatro integrantes do bando foram presos na manhã de ontem, por volta de 6h. Eles estavam em locais distintos entre os municípios de Belém, Castanhal e Marituba, todos foram levados para a DRCO.

Na delegacia, todos passaram por depoimento e quando a imprensa chegou ao local para registrar o fato, aconteceu uma cena dramática. No momento em que Otávio e Carlos Henrique se encontraram os flashes e holofotes se voltaram aos dois, pois Otávio pediu que Carlos confirmasse que ele não teria nenhuma participação no golpe.

“Carlos pelo amor de Deus, tu sabes que eu não tenho nada a ver com isso, diz”, implorou Otávio. Em seguida, Carlos confirmou que Otávio não tinha nenhum envolvimento. Depois, Otávio se ajoelhou, começou a chorar e agradeceu à Deus.

No final do espetáculo, ele pediu à imprensa que colocasse a cena no ar. A polícia porém teria provas da participação dele no esquema, por isso a prisão preventiva Otávio também foi decretada.

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