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06/11/2009 - Portal UAI Escrever Comentário Enviar Notícia por e-mail Feed RSS

PF desarticula quadrilha que dava golpe em empresários em Minas

Por: Priscila Robini


A Polícia Federal desencadeou, na manhã desta sexta-feira, a operação Stellio em Minas Gerais. A ação visa o combate a uma organização criminosa montada para a prática de estelionatos contra empresários da Região Metropolitana de Belo Horizonte, além de outras cidades do interior de Minas.

De acordo com a PF, são cumpridos ao todo sete mandados de busca e apreensão e sete de prisão. Durante as investigações, a polícia descobriu que os fraudadores ligavam para os proprietários das empresas vítimas do esquema criminoso. Os estelionatários se apresentavam como supostos presidentes de uma entidade de classe de funcionários de órgãos públicos, como, por exemplo, a Associação dos Fiscais da Receita Federal em Minas Gerais, a Associação dos Fiscais da Receita Estadual de Minas Gerais ou a Associação dos Delegados de Polícia Federal.

Eles apresentavam inúmeras vantagens e, às vezes, usavam de pressão psicológica, induzindo o empresário a acreditar que caso não contribuísse poderia sofrer fiscalizações do fisco. Solicitavam contribuições financeiras para a construção da sede social ou a assinatura de revistas da suposta associação que estariam representando.

O golpe

Os estelionatários forneciam informações falsas aos empresários. Diziam que diversos benefícios estariam à disposição das empresas colaboradoras, como a manutenção de um enorme número de auditores fiscais empenhados para esclarecer e orientar aos colaboradores sobre todas as dúvidas ligadas às leis tributárias. Prometiam a entrega de um recibo em nome da associação que seria “totalmente” dedutível do Imposto de Renda. A empresa contribuinte estaria convidada para a inauguração da sede social, que contaria com a presença de diversas autoridades, dentre elas até o governador de Minas Gerais.

De forma fraudulenta, eram confeccionados, em uma gráfica, diversos documentos: como recibos, convites, ofícios e cartões de apresentação em nome da suposta associação, contendo endereço, nomes, telefones e até o brasão da república. O que garantia a credibilidade dos golpes aplicados, tudo falso.

Eram usados, também, os nomes da Controladoria Geral da União (CGU) e das Receitas Federal e Estadual, onde os falsos presidentes das associações de classe afirmavam trabalhar. Para a prática do crime, eram utilizados os nomes identificados como: “Dra. Neide de Araújo Mendonça” e “Dr. Armanso Thales Amaral”, supostos Auditores Fiscais da Receita Federal e Presidentes da Associação dos Auditores Fiscais da Receita Federal em Minas Gerais; “Dr. Ronaldo Braga Linhares”, suposto Auditor Fiscal da Receita Estadual; e, ainda, “Meretíssimo William Dantas”, suposto Juiz da Justiça do Trabalho.

Nos golpes aplicados, as vítimas efetuavam pagamentos em dinheiro ou cheques em valores que variavam entre R$ 1.000 e R$ 7.000. Durante os três meses das investigações conduzidas pela Polícia Federal de Minas, foi identificada a tentativa de aplicação do golpe em mais de 100 empresas comerciais. A quadrilha obteve êxito em 30% dos casos.

Após o início das investigações a Polícia Federal constatou que a quadrilha já vinha praticando os mesmos golpes há mais de quatro anos, sendo que os integrantes se dedicavam de maneira exclusiva às fraudes.

O nome da Operação Policial faz referência ao nome em latim de uma espécie de lagarto que muda de cor para passar despercebido de predadores. A denominação é a origem da palavra “estelionatário” (stellio onis).

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