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09/02/2007 - 24 Horas news Escrever Comentário Enviar Notícia por e-mail Feed RSS

Falsos fiscais ameaçavam prender quem recusasse pagar multa

Por: Sinézio Alcântara


O ex-vereador e ex-deputado estadual Francisco da Silva Leite, preso em flagrante pela Polícia Federal em Cáceres, se auto-intitulava delegado federal da Associação Mato-grossense de Defesa dos Direitos Autorais (AMDDA) e ameaçava prender quem se recusasse a pagar as multas aplicadas pelo grupo por supostas irregularidades aos usuários de softwares originais em Lan House – casas de jogos eletrônicos. A revelação consta em Nota a Imprensa, expedida pela Polícia Federal.

Além do “delegado federal” Da Silva, de acordo com a PF, a equipe era formada por mais cinco supostos fiscais federais, entre eles, um perito em informática. Os falsos fiscais, segundo a Polícia Federal utilizavam carros identificados como “Fiscalização Federal – Polícia das Artes” juntamente com a fotocópia do selo nacional falsificado. Eles concediam alvarás de direito autoral mediante cobrança de valores exorbitantes, e além de ameaçar prender, exigiam taxas de expediente para casa de jogos eletrônicos.

além do líder Da Silva, o grupo era formado pelo filho, Cleiton Weber Leite; pelo cunhado Alesson Ramon Cardoso da Silva e ainda Eleziel Benjamim da Silva, André Minete de Jesus e Dirceu Nunes. Conforme o delegado Márcio Virgílio de Freitas, presos em flagrante eles foram autuados por falsificação de selo ou sinal público; usurpação de função pública e formação de quadrilha e serão indiciados por estelionato e extorsão.

Após realização de exame de corpo delito, que terminou na madrugada de ontem todos foram recolhidos na cadeia pública do município. Da Silva e o filho Cleiton Weber foram colocados em uma área reservada no prédio do cadeião. O delegado Márcio Virgílio, informou que atendeu ao pedido de Da Silva para não ficar com os demais presos porque ele alegou temer pela própria vida.

O delegado revelou que, os valores cobrados pela concessão de alvarás, chegavam até R$ 3 mil. As investigações estão ainda em andamento. Porém, o delegado adianta que há suspeita, inclusive, de que a AMDDA também seja uma fraude.

Em depoimento à PF, segundo o delegado, Da Silva informou que recebeu apenas os valores de 6 taxas de concessão de alvarás e negou que tenha extorquido os comerciantes. No entanto, de acordo com o delegado, as investigações apontam exatamente o contrário: de que cerca de 30 comerciantes tenham sido penalizados pelo grupo. Para comprovar, a PF solicitou do Clube
de Dirigentes Lojistas (CDL) de Cáceres, uma relação dos comerciantes “visitados” para saber quantos e o volume do golpe.

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