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04/11/2009 - Convergência Digital Escrever Comentário Enviar Notícia por e-mail Feed RSS

PMEs viram alvo de fraudes bancárias on-line


Segundo o FBI, a polícia federal dos EUA, criminosos tentaram roubar cerca de US$ 100 milhões de contas de bancos corporativos por meio de malware e de 'mulas', pessoas utilizadas para transferência de dinheiro via internet.

"Nos últimos meses, o FBI percebeu um aumento significativo de fraudes envolvendo a exploração de credenciais bancárias online válidas de pequenas e médias empresas, governos municipais e distritos escolares", diz um comunicado divulgado na terça-feira, 3/11, pelo FBI. Segundo um relatório do órgão, a cada semana surgem várias novas denúncias de vítimas.

De acordo com um blog do Washington Post, na semana passada, o FBI calculou em cerca de US$ 40 milhões as perdas com fraudes online envolvendo malwares e “mulas”. A reportagem lista empresas que foram vítimas e detalha os ataques.

O golpe típico funciona assim: os criminosos obtêm informações sobre esses negócios, como dados sobre quem é responsável pelas transações financeiras das empresas e passam a enviar e-mails com “phishing” para esses funcionários.

Os e-mails contém arquivos infectados ou um link para um site que hospeda malwares. Quando o arquivo ou link é aberto, o malware com key logger (um programa que monitora o que é teclado) é instalado no computador da vítima. Esse programa também vasculha por dados bancários, como o nome de usuário e senha, além de criar outra conta utilizando essas informações ou fazendo a transferência de fundos disfarçado como o usuário autorizado.

Na maior parte dos casos, o dinheiro é transferido para contas abertas por “mulas” que então repassam os valores para fora do país. Normalmente, segundo a polícia, essas transferências se dão em valores abaixo de US$ 10 mil para evitar notificações sobre a transação.

Essas “mulas” costumam ser recrutadas em anúncios do tipo “trabalhe em casa” ou contactadas a partir do envio de currículos para sites de emprego. Em muitos casos, os bancos não contam com firewalls ou antivírus apropriados para se protegerem desse tipo de ataques, afirma o FBI.

No relatório, o FBI sustenta que os programas antivírus atuais, baseados em assinaturas, são cada vez mais ineficientes e as empresas devem considerar a utilização de detecção heurística e white-listing – o que permite somente a programas conhecidos atuarem num sistema – além da redução de privilégios de usuário.

Na semana passada, o Conselho Federal de Segurança dos Depósitos (FDIC, na sigla em inglês) alertou aos bancos e para as instituições financeiras sobre o crescimento na utilização de “mulas” e transferências eletrônicas não autorizadas. “A atividade das mulas é essencial à lavagem de dinheiro”, diz o comunicado.

Criminosos têm mudado o foco e roubado credenciais online de empresas, ao invés de consumidores, porque há mais dinheiro em contas corporativas, diz o chefe da área técnica da empresa de segurança Trusteer, Amit Klein.

“Portanto, os criminosos conseguem transferir quantias maiores de dinheiro com menor risco de dispararem alertas ou serem detectados por sistemas antifraudes dos bancos, que buscam transferências altas e incomuns”, disse Klein. “Infelizmente, pequenos e médios negócios não possuem navegadores mais seguros do que os consumidores em geral para proteger seus dados bancários.”

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