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30/10/2009 - Gazeta de Piracicaba Escrever Comentário Enviar Notícia por e-mail Feed RSS

Falsificação de grifes

Por: Ana Cristina Andrade

Operação foi da Receita Investigação sobre mercadoria falsificada foi concluída ontem; carga valia cerca de R$ 2 milhões.

A Delegacia da Receita Federal do Brasil em Piracicaba concluiu ontem as investigações sobre uma apreensão de produtos falsificados, realizada há dois meses em conjunto com a Delegacia da Receita Federal de Itajaí (SC). Camisas, tênis, calças, óculos e outros objetos com nomes de grifes famosas foram apreendidos quando chegavam em Itajaí.

Na ocasião, quem participou pela DRF de Piracicaba, na megaoperação, denominada “Avalanche”, foi o GOEP (Grupo de Operações Especiais de Piracicaba). A mercadoria, segundo apurou a Gazeta, também seria destinada para Piracicaba e, se vendida por aqui, renderia cerca de R$ 2 milhões de lucro aos participantes do esquema.

Isto significaria, segundo Fernando Augusto Carvalho de Souza, auditor fiscal e assessor de comunicação da Receita Federal de Piracicaba, mais de R$ 1 milhão de prejuízo aos cofres públicos em impostos, que deixariam de ser recolhidos.

No dia do flagrante, de acordo com Carvalho, foram apreendidos 7.120 pares de tênis falsificados ‘Nike’, 6.662 agasalhos esportivos falsificados ‘Adidas’, ‘Nike’ e ‘Puma’, 4.200 calças falsificadas ‘Dolce & Gabbana’ e ‘Empório Armani’, 10.150 camisas falsificadas ‘Hermenegildo Zegna’ e 7.200 óculos falsificados ‘Gucci’.

MAPA DA FRAUDE. De acordo com a Receita Federal, durante as investigações foi possível mapear todo o esquema fraudulento desbaratado ontem. Para tentar driblar a Fiscalização da Receita Federal, de acordo com o auditor, existia um sofisticado sistema de despistamento, que foi estruturado da seguinte forma: em primeiro lugar, a empresa importadora foi constituída tendo como sócios alguns cidadãos de baixa escolaridade e de pouquíssimos recursos financeiros (os populares "laranjas").

Eles (laranjas) eram moradores de São Carlos, perto de Araraquara (SP). Adicionalmente, a empresa importadora não foi aberta em Piracicaba e sim na cidade de Itirapina (SP). “Para finalizar, as importações não seriam feitas através de portos próximos a Piracicaba e sim no distante Porto de Itajaí, no Estado de Santa Catarina”, explicou o auditor.

Entretanto, segundo ele, nenhuma dessas medidas foi suficiente para evitar que o GOEP identificasse a empresa e iniciasse um monitoramento do tráfego marítimo internacional, buscando localizar as cargas ilegais ainda em alto-mar. Na semana passada, os integrantes do Grupo de Operações Especiais detectaram a iminente chegada de um navio procedente da China, trazendo a bordo cargas destinadas à empresa fantasma de Itirapina.

“O GOEP organizou então uma operação conjunta com a Delegacia da Receita Federal de Itajaí e, assim que as cargas foram desembarcadas naquele Porto, foi imediatamente feita a sua apreensão pela Receita Federal”.

A MAIOR. Fernando Augusto Carvalho explicou que foi a maior operação realizada pelo GOEP desde o início deste ano e a segunda maior de sua história, ficando atrás somente da “Operação Mosaico”, realizada em julho do ano passado. Na época foram apreendidos e R$ 5,3 milhões em mercadorias.

ENCAMINHAMENTO. O relatório final das investigações, segundo ele, será encaminhado dentro de alguns dias ao Ministério Público Federal em Piracicaba. “Os envolvidos podem responder pelos crimes de contrabando, sonegação fiscal e falsificação de marcas”, destacou.

OPERAÇÃO. O codinome "Avalanche", de acordo com o auditor fiscal, foi escolhido pelo fato de a empresa fantasma que tentou realizar a importação ser sediada em Itirapina, cidade de relevo montanhoso.

PEÇAS CARAS

R$ 2 milhões, era o valor da carga de peças de grifes falsificadas.

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