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26/10/2009 - TV Canal 13 Escrever Comentário Enviar Notícia por e-mail Feed RSS

Esquema contra fraude absorve 30% do orçamento do vestibular no Piauí


O vestibular das universidades estadual e federal do Piauí custa R$ 2 milhões, sendo que 30% deste valor é destinado à segurança do concurso. As universidades estão alugando até equipamento via satélite para bloquear transmissão de ondas de rádio e celular nos locais das provas. Há ainda uso de detector de metais e uma severa fiscalização que envolve pessoal das universidades, terceirizados, Policia Militar, Civil e Federal. No último vestibular da UFPI (Universidade Federal do Piauí) houve 47 mil inscritos, sendo que mobilizaram mais de 3 mil pessoas entre fiscais e coordenadores. Na UESPI (Universidade Estadual do Piauí) se inscreveram 43.240 candidatos disputando 3.645 vagas em 26 cursos. Para tudo isso foram necessárias 1.626 fiscais.

A Coordenadoria Permanente de Seleção (Copese) da UFPI, dirigida pelo professor Gilvan Lima, informou que o último PSIU (programa Seriado de Ingresso à Universidade), que substituiu o vestibular, custou mais de R$ 1 milhão, sendo que 10% deste valor foi para locação de equipamentos de segurança. Se contabilizar ainda o custo de fiscais, polícia este custo passa para 30%, afinal foram 3 mil fiscais e coordenadores mobilizados no processo.

A UFPI, utilizando serviço de segurança terceirizado, locou um equipamento que trabalha via satélite para bloquear transmissão de ondas , faz monitoramento, contrata segurança externa e ainda filma os candidatos nas salas de aula para posterior conferência de quem estava realmente fazendo as provas, para evitar substituição de candidatos, quando um faz a prova no lugar de outro. Ainda são utilizados, no mínimo, dois soldados PM por cada local de aplicação de provas.

Por falar nisso, em 2004, o vestibular teve que ser anulado porque uma romena Ioana Hussein se passava por outra pessoa para fazer o vestibular de Medicina. Ele foi presa por seis meses na Penitenciária Feminina, em Teresina. Ela atuava, juntamente com o marido, em todo o país e foram presos pela Comissão de Investigação ao Crime Organizado, da Polícia Civil do Piauí. A partir daí houve ainda mais incremento em equipamentos de segurança, o que onerou o custo dos vestibulares.

No concurso da UFPI do ano passado, uma candidata foi desclassificada porque tentou usar o celular no banheiro e foi detectada pelo aparelho de rastreamento. Ela disse que estava passando um flash para uma rádio sobre o movimento do vestibular. Foi parar na Polícia Federal. O vestibular de 2006 também foi cancelado, mas este foi uma falha formal. As provas do 4º dia foram inseridas nos envelopes do 3º dia de provas. Como quebrou o sigilo, a comissão achou por bem anular o certame todo para evitar dúvidas.

"Nós investimos tanto para termos o respaldo da sociedade quanto a transparência, a confiança, a lisura, por isso, fazemos concursos para prefeituras e para a Justiça", frisou o coordenador da Copese, Gilvan Lima.

A UESPI se orgulha de não ter nenhuma ocorrência de fraudes em vestibulares, desde 2004, quando Ioana Hussein foi presa. Depois disso, houve ocorrências como tentativa de cola dentro de banheiros, que foi detectado pelos aparelhos de segurança.

Segundo Francisco Felipe da Silva Filho, presidente do Núcleo de Concursos e Promoções de
Eventos da UESPI (Nucepe), o custo da realização das provas aumentou muito devido a dimensão. "Hoje são gastos mais de R$ 1 milhão com as provas. Pelo menos uns 35% deste valor vai para segurança, equipamentos e fiscalização. Por conta disso, não tivemos mais ocorrências de fraudes e nem anulação de provas. E temos mais de 43,2 mil inscritos, sendo 20,1 mil no interior e o restante na capital, em 16 campi, disputando 3.645 vagas em 29 cursos", destacou.

Francisco Felipe disse que como medida de economia tentou reduzir os locais de prova. Antigamente eram 32 e hoje realizam provas em 16 locais. "Ainda alugamos equipamentos para bloqueio de ondas, fazemos filmagem, fazemos monitoramento e tudo é meticulosamente observado, ainda utilizamos o pessoal da Polícia Militar e Federal, tudo para termos a garantia da segurança do certame. Estas medidas de segurança foram evoluindo com o aparato técnico para coibir fraudes", ressaltou o presidente do Nucepe.

A Comissão do Crime Organizado, através do delegado Francisco Bonfim Filho, informou que a polícia atua quando é acionada pelas universidades. E confirmou o desbaratamento de quadrilhas especializadas em fraudar vestibulares e concursos.

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