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23/10/2009 - Diário de Notícias Escrever Comentário Enviar Notícia por e-mail Feed RSS

Padre julgado por desvio de dinheiro

Por: José António Cardoso

Sacerdote é acusado de abuso de poder e fraude na obtenção de subsídios da Segurança Social e do Ministério da Educação.

O padre Sebastião Esteves, de 78 anos, pároco de várias freguesias de Vila Pouca de Aguiar e presidente da direcção da instituição particular de solidariedade social (IPSS) Centro Social Padre Sebastião Esteves, está a ser julgado no tribunal local por fraude na obtenção de subsídios, crimes de peculato e abuso de poder. A Segurança Social (SS) e o Ministério da Educação (ME) exigem-lhe a devolução de cerca de 500 mil euros que terá recebido indevidamente.

Os crimes de que é acusado o sacerdote e uma funcionária que com ele partilhava a direcção da IPSS, remontam a 2002 e 2003. De acordo com a acusação, nos protocolos assinados com a SS e o ME, o padre terá indicado que teria a seu cargo 80 crianças no ATL e outras tantas na creche, facto que, segundo a acusação, não corresponderia à verdade, pois a inspecção da Segurança Social verificou que as duas valências não seriam frequentadas por mais de 20 crianças. O centro recebia indevidamente importâncias muito superiores ao que tinha direito.

É ainda acusado de ter indicado a sua colega de direcção como tendo o curso de educadora, recebendo assim um complemento do Ministério da Educação. Na realidade, apenas possui o curso de auxiliar de acção educativa.

A investigação da Polícia Judiciária concluiu ainda que a maioria das verbas recebidas da Segurança Social seriam aplicadas na compra de artigos destinados a ser vendidos no bar da igreja.

Nas contas da creche estão debitados, em 2002 e 2003, produtos que crianças de tenra idade não consomem, como presunto, café, uísques, lenha e vitelas inteiras.

O tribunal ouviu, na quarta-feira, as técnicas da Segurança Social que alertaram para a discrepância entre o número de crianças subsidiadas e as que efectivamente frequentavam o centro.

O padre Sebastião Esteves questionou, através do juiz, se a técnica da Segurança Social não teria visto mais crianças noutra sala. Esta respondeu peremptoriamente que "não, apenas estavam cerca de 20".

Depois de ouvir a acusação, o padre declarou-se inocente. Recusou prestar declarações ao DN, dizendo que só falará no fim do julgamento.

Apesar de ter detectado as presumíveis fraudes que estão em julgamento, a Segurança Social continua a subsidiar a instituição dirigida pelo padre Sebastião Esteves. O DN contactou aqueles serviços para se pronunciarem sobre esta questão, mas não recebeu qualquer tipo de resposta.

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