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21/10/2009 - Jornal de Notícias Escrever Comentário Enviar Notícia por e-mail Feed RSS

O inspector nove milhões

Por: Eduardo Pinto

A história de... António Gonçalves, inspector da Polícia Judiciária.

Chefiou a equipa responsável pela maior apreensão mundial de notas de dólar falsas, que valiam cerca de nove milhões. Ao reconhecimento dos Estados Unidos da América junta, agora, um louvor.

Aos 41 anos de idade, 18 deles ao serviço da Polícia Judiciária (PJ), António Gonçalves já pode orgulhar-se do seu currículo. O inspector chefiou a equipa responsável pela, até agora, maior apreensão mundial de dólares falsos. Anteontem, em Vila Real, durante as comemorações do 64.º aniversário da PJ, foi agraciado com um louvor.

António Gonçalves integra a directoria do Centro, com sede em Coimbra. Em finais de 2006, ele e mais 13 homens desmantelaram uma rede de 12 indivíduos de nacionalidade portuguesa que se dedicava ao fabrico de notas de dólar falsas, que actuava na zona de Lisboa, Odemira e Caldas da Rainha. Ao todo, foram apreendidos nove milhões de dólares americanos falsos: sete milhões e meio de uma só vez, e passado um mês mais duas apreensões do restante valor.

O inspector-chefe lembra que foi um "processo complicado" tendo em conta "o grau de falsificação que as notas de 100 dólares apresentavam" e o facto de que "cada nota tinha um número diferente". Um detalhe que era novidade para a PJ, pois, segundo António Gonçalves, "o normal é haver séries de notas com o mesmo número", sendo que depois cabia aos contrafactores "distribuí-las por diversos pontos do país". No caso dos dólares falsos "não havia essa necessidade, já que em cada uma das cerca de 90 mil notas apreendidas o número não se repetia".

A importância da apreensão fez com que os Serviços Secretos dos Estados Unidos da América viessem a Portugal observar "in loco" a natureza da apreensão da equipa liderada por António Gonçalves, bem como o grau de apurada falsificação das notas em causa. "A qualidade era tão boa que demonstrou que os falsificadores estão a apurar a técnica e que têm consciência de que se cada uma das notas tiver um número diferente será um obstáculo a que as autoridades as relacionem com a falsificação", explica o inspector-chefe, sem querer adiantar pormenores sobre uma operação que demorou oito meses.

António Gonçalves diz que o agraciamento recebido anteontem, em Vila Real, "dá um certo ânimo" a quem passa os dias a combater o crime.

"Não estamos à espera que o nosso trabalho seja reconhecido pela sociedade, pois estamos cá para isso, mas também demonstra um carinho especial que a PJ nos dispensa. É mesmo mais importante que o reconhecimento que tivemos do própria Administração norte-americana", conclui.

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