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20/10/2009 - TVI Escrever Comentário Enviar Notícia por e-mail Feed RSS

Pressão para atingir resultados fomenta fraude

Sector público é aquele onde mais pessoas referem ter assistido a actos de má conduta.

A pressão exercida pelas instituições, sejam elas empresas privadas ou organizações de cariz público, incita práticas fraudulentas e actos de má conduta. A conclusão é de um estudo da consultora KPMG, efectuado nos EUA.

Em comunicado, a empresa revela que «a pressão para fazer tudo o que for preciso de modo a atingir os objectivos do negócio continua a ser o primeiro driver por detrás dos casos de fraude e má conduta nas empresas.

Cerca de três em cada quatro inquiridos (ou seja, 75% dos entrevistados) afirmam ter assistido a situações de má conduta nas suas empresas nos últimos 12 meses. A percentagem é idêntica à apurada pela consultora no estudo efectuado em 2005.

Situações reportadas causariam perda de confiança do público

Aproximadamente metade (46%) dos entrevistados respondeu que as situações a que assistiram «poderiam causar uma perda significativa de confiança do público, caso fossem descobertas,» percentagem que aumenta para 60% entre aqueles que trabalham no sector da banca e financeiro.

Apesar de 89% dos entrevistados no estudo dizerem que procederiam correctamente ao reportar um incidente, 34% dos entrevistados revelam falta de confiança no que respeita às acções apropriadas a serem tomadas. Apenas 47% acreditam que os sujeitos envolvidos em situações de má conduta seriam adequadamente punidos, independentemente da sua posição hierárquica, e apenas 39% esperam ficar satisfeito com o resultado da resposta ao incidente que reportaram. Todavia, 53% antecipam que seriam protegidos contra possíveis retaliações.

Medo de perder emprego incentiva práticas pouco correctas

«Um mercado em curva descendente pode fomentar condições que aumentam os riscos de fraude, e os dados da KPMG sugerem que gestores e colaboradores, ainda mais pressionados para atingir objectivos de receitas e custos, podem recorrer a meios impróprios para o conseguir, especialmente se acreditarem que os seus postos de trabalho estão em risco caso os objectivos não sejam cumpridos. Este não será, de facto, o momento para as empresas reduzirem os investimentos direccionados para a salvaguarda da sua reputação e integridade», pode ler-se no relatório da KPMG.

Na condução deste estudo, foi pedido aos entrevistados para reportar apenas incidentes que tenham assistido pessoalmente e escolher de uma lista de mais de 40 categorias tais como, práticas de vendas enganadoras, envio de facturas falsas a clientes, especulação de mercado, manipulação de informação de reporte financeiro, apropriação indevida de activos, conflitos de interesse, insider trading, violação de regras de selecção de fornecedores, fabricação de resultados de testes de segurança e qualidade, violação de padrões ambientais, entre outros.

Adicionalmente, os incidentes de má conduta foram medidos por sector de actividade. O Governo/ sector público revelou a maior percentagem, com 80% dos entrevistados a afirmarem já terem assistido a situações deste género. A percentagem mantém-se elevada em sectores como o Retalho (78%), a Indústria química e diversificada (77%) e os Media e comunicações (76%).

Imobiliário e construção (75%) também surge com uma taxa acima dos 70%, assim como Aeronáutica e defesa (74%), Floresta/minas (73%), Saúde (73%), Petróleo e gás (72%) e Farmacêuticas (70%).

Abaixo dessa fasquia, mas ainda com percentagens bem acima dos 50%, contam-se a Electrónica e software (68%), os Seguros (67%), a Energia e utilities (67%), e finalmente a Banca/ financeiro (65%).

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