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18/10/2009 - Jornal Cruzeiro do Sul Escrever Comentário Enviar Notícia por e-mail Feed RSS

PF faz busca e apreensão nas empresas investigadas

Por: Gustavo Ferrari


Policiais Federais (PF), cumprindo mandados judiciais, já apreenderam, - por conta da Operação Blackout deflagrada na última quinta-feira, - medidores de energia elétrica de 41 estabelecimentos comerciais de Sorocaba e região. São empresas que estão sendo investigadas por supostas fraudes no consumo de eletricidade da Companhia Piratininga de Força e Luz (CPFL). O Cruzeiro do Sul obteve, com exclusividade, uma cópia do documento assinado pelo juiz federal da 1.ª Vara da Justiça Federal, José Denilson Branco. Nele, o magistrado autoriza a retirada e perícia dos equipamentos, desde que fossem “imediatamente” substituídos por outros medidores, procedimento realizado na presença de técnicos da CPFL.

A PF investiga três estabelecimentos do ramo de ginástica corporal: Academia Evolução (Campolim), Academia Formação (avenida São Paulo) e Academia Viva (rua João Salerno). Sete supermercados também estão entre os estabelecimentos que tiveram os medidores apreendidos: Trigo & Trigo (localizado na Vila Progresso), Galves Supermercearia (Vila Hortênsia), Supermercado LG (Jardim Zulmira), Mercado Superboni (Jardim Santa Bárbara), Malucho (Vila Albertina, em Votorantim), Mercado Canção (Jardim Tatiana) e Supermercado Cruzeiro Rede Bom Lugar (em Mairinque).

Seis postos de combustíveis aparecem entre os investigados: Posto 120 (Araçoiaba da Serra), Auto Posto Prestes Ltda. (rua Atanázio Soares), Auto Posto Esplanada Brigadeiro (Brigadeiro Tobias), Posto Borsato e Churrascaria Big Boi Borsato (Araçoiaba da Serra) e Posto Castelinho (Itu), Posto Paes de Linhares (Vila Fiori). As padarias Baiano/Capeli (Jardim do Carmo), Rodrigo (rua Cervantes) e Sabina (Santa Rosália) também tiveram equipamentos apreendidos.

Dois restaurantes: Comboio/Restaurante Castelinho (Itu) e Chácara Santa Victória Ltda (Avenida São Paulo); duas sorveterias: Sorvetes Polo (Vila Haro) e Sorvetes Verão (Vila Jardini); Gigio Pastelaria (Jardim Vergueiro) e Mandala Chopperia (Mangal), assim como as empresas Leve Limpo (rua Barão de Tatuí), Deforte Indústria e Comércio de Estofados Ltda. (Jardim Protestantes, em Votorantim), Agmetal Industrialização de Peças Ltda. (Jardim Boa Esperança), Olaria Itavuvu Ltda. (avenida Itavuvu), Izzoplast Reciclagem e Comércio Ltda. (Jardim Protestantes, em Votorantim), Chanes (Jardim São Paulo), NHR Master Aeronáutica Ltda. (Jardim Aeroporto), Comercial Etiquetas Ltda. (Jardim Betânia), Cyber Cenetral Sorocaba (rua Álvares Soares), Granja Roque Guaíba (Distrito do Porto, em Capela do Alto), Royal Palace Motel (Araçoiaba da Serra), Afra Indústria de Roupas Ltda. (avenida Itavuvu), Matieli Material de Construção Ltda. (Éden), Caodetex Importação e Comércio de Diafragmas para Equipamentos (Jardim Betânia), José Francisco Ramos Fernandes Viana (Araçoiaba da Serra) e o Centro de Lazer e Pousada Xico Karpa (estrada Bunjiro Nakao, que liga Ibiúna à Piedade) também sofreram apreensões.

Balanço

Amanhã, a PF fará um balanço da Operação Blackout, inclusive com coletiva à imprensa no período da tarde. Segundo apurou o Cruzeiro do Sul, as fraudes, caso sejam constatadas, podem ter causado prejuízos à CPFL superiores a R$ 10 milhões.

A suspeita da PF é de que cada um dos medidores de energia elétrica, que passam por aferições do Instituto Nacional de Metrologia, Normalização e Qualidade Industrial (Inmetro), possa conter irregularidades diferentes no que diz respeito ao consumo de energia dos estabelecimentos mencionados. Caso essas irregularidades sejam comprovadas, a CPFL deverá cobrar o ressarcimento do prejuízo retroativo, somado ao valor de multas previstas em lei.

Procurados, os proprietários da Mandala Chopperia e do Posto Castelinho não foram encontrados para comentar sobre o assunto. Já o proprietário da Padaria Sabina, Carlos Eduardo Martin, disse que não tem “nada a esconder” da Justiça. “O meu estabelecimento possui há 14 anos uma cabine primária de energia, que funciona por meio de computador. Não tem relógio de leitura no local. Recebo auditoria anualmente da própria CPFL. Um dia antes de realizarem a apreensão do computador, os próprios técnicos e engenheiros da companhia de energia estiveram aqui. Talvez essa investigação tenha a ver com o fato de eu ter tido contato com um senhor de nome Flávio, que tentou vender-me um relógio que, segundo ele, traria redução do consumo de energia entre 20 e 30 por cento. Achei a coisa estranha e não fiz o negócio com esse senhor. Dias depois, os policiais apareceram na padaria”, ressaltou.

Documento foi entregue a presidente de ONG

A cópia do mandado de busca e apreensão nos 41 estabelecimentos comerciais de Sorocaba e região foi deixada embaixo da porta da residência do líder comunitário e presidente da Associação Internacional de Vigilância da Cidadania, Direitos Humanos e Proteção à Vida (Assivic-Dhpv), Eilovir José Britto. “Resolvi passar à imprensa por que o cidadão sorocabano tem o direito legal à informação”, disse.

Britto ressaltou que ele mesmo protocolou “diversos” pedidos de fiscalização contra algumas entidades da cidade, principalmente contra servidores públicos, incluindo secretários municipais. “Há muito tempo venho denunciando esquemas de corrupção envolvendo agentes públicos. Dessa vez, espero total clareza nas investigações em andamento na cidade, como a Pandora (Polícia Civil), Zepelim e também na Blackout (ambas da Polícia Federal)”, destacou.

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