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17/10/2009 - Mídia News Escrever Comentário Enviar Notícia por e-mail Feed RSS

Gaeco confirma evasão, laranjas e lavagem de dinheiro

Por: Ana Paula Bortoloni

Na avaliação do órgão, quanto mais obscura são as contas, mais passível é a existência de fraudes, sonegação e criação de Caixa 2.

O interrogatório de Gisselma Benedita Brito Uemura, filha do empresário Júlio Uemura, na sexta-feira (16), revelou um descontrole na contabilidade das empresas da família, em que pagamentos e depósitos eram registrados a mão em cadernetas.

Apontada como "laranja" na organização criminosa revelada na operação "Gafanhoto", e sócioproprietária da Transportadora Brito Ltda., ela reconheceu um dos objetos apreendidos, assim como a caligrafia, mas não "soube dizer" se todas as empresas utilizavam o mesmo sistema para controle financeiro da entrada e saída de mercadorias, com a justificativa de que cada setor tem seu próprio controle.

Para o Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), tal situação favorece a ocorrência de crimes de evasão fiscal, lavagem de dinheiro e existência de empresas "laranjas". "Quanto mais obscura são as contas, mais passível é de existência de fraudes, de sonegação e de criação de caixa 2", avaliou o promotor Sérgio Silva da Costa.

A avaliação é reforçada diante da existência de vários contadores responsáveis pelas contas das empresas da família Uemura, sendo que 2 deles, Ronaldo Luiz Mateus e Lupércio Augusto de Campos foram presos na deflagração da operação, em março deste ano. Um terceiro contador, José Firmino da Silva, também foi denunciado. Só na gaveta de Mateus o Gaeco encontrou papéis relacionados a 8 empresas. Para o promotor, a estratégia é ter opção de troca de empresas para facilitar a sonegação fiscal.

Para a audiência de ontem eram previstos interrogatórios de sete réus, entre eles de Júlio Uemura. No entanto, além de Gisselma, foram ouvidos apenas o sobrinho Mário Márcio Uemura e o policial civil Onésimo Martins de Campos "Poconé", e 3 testemunhas de defesa.

Os depoimentos deles foram marcados por diversas contradições, até mesmo em respostas simples como quanto ao relacionamento com outros envolvidos, além de tentativas de reforçar a boa conduta dos acusados e negar as denúncias. "O importante é que em nenhum momento eles refutaram as provas e não conseguiram alterar os rumos do processo".

Esta foi a terceira vez que Uemura conseguiu retardar o interrogatório. Na última hora, a defesa dele alegou que uma testemunha de defesa não foi ouvida. O mesmo aconteceu com o deputado cassado Walter Rabello e com o policial civil Francisco Dias Lourenço, o "Chicão", que nem chegaram a ir ao Fórum de Cuiabá ontem. O empresário laranja Valdomiro Fernandes da Silva não foi intimado. Nova audiência foi marcada para o dia 27 de novembro.

A ausência dos réus na audiência frustrou as expectativas do Gaeco e dos assistentes de acusação. Embora seja considerada legal, foi vista como uma "manobra" para retardar o processo. O advogado de Uemura, Ricardo Monteiro, nega que o adiamento seja estratégia.

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