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13/10/2009 - Diário de Notícias Escrever Comentário Enviar Notícia por e-mail Feed RSS

Allan Shariff ouvido por juiz no caso de burlas e extorsão

Por: Amadeu Araújo


Luso-americano liderava rede que fazia burlas informáticas e extorsão. Tribunal decide se seis arguidos, todos familiares, vão a julgamento

Especialista em informática e procurado nos Estados Unidos por crimes financeiros, Allan Guedes Shariff acabou por se instalar em Viseu, de onde comandou uma rede de extorsão e burlas informáticas que terão lesado várias empresas. Detectado pelo FBI, foi perseguido pela PJ e acabou preso. Ontem começou a instrução do processo no Tribunal de Mangualde.

Shariff, que ficou conhecido por tentar assaltar um banco em Miami por telefone (ver caixa), e cinco familiares estão acusados de burla e extorsão a dezenas de empresas estrangeiras. A quadrilha actuava por telefone, a partir de Portugal, e sob ameaça de bombas e uso de falsas identidades "conseguiram arrecadar, entre Agosto a Dezembro de 2007, mais de 190 mil euros sem saírem do distrito de Viseu".

Segundo a acusação, promovida pelo Departamento de Investigação e Acção Penal de Coimbra, era Shariff quem "comandava as operações, ligava para empresas financeiras e ameaçando com a existência de bombas, prontas a explodir nas instalações das empresas, ou a presença de atiradores furtivos, exigia elevadas quantias financeiras que deviam ser feitas por transferência bancária".

Noutros casos Shariff, um prodígio informático, identificava-se como funcionário do suporte técnico da Western Union e solicitava vários testes de transferência de dinheiro, que eram reais e acabavam por recair nas mãos de familiares que levantavam as quantias em bancos de Fornos de Algodres.

Com as empresas alertadas para as abordagens violentas, Shariff optou por nova estratégia e passou a entrar nos sistemas informáticos de empresas financeiras para efectuar ordens de pagamento para ele próprio. Os proveitos desapareciam "através de quatro empresas fantasmas e dois intermediários, todos familiares e oriundos do concelho de Mangualde.

Shariff, o tio José Guedes, três filhos deste e ainda um genro, todos com ligações a Mangualde, foram ontem ouvidos em tribunal, no debate instrutório refutaram as acusações. Shariff, que nasceu em Nova Iorque, filho da mãe portuguesa e pai indonésio, regressou a Portugal em 2005 depois de ter sido indiciado por fraude informática. Procurado pelo FBI viu Portugal recusar a extradição. Em 2007, a PJ recebe uma denúncia do FBI e inicia uma investigação que viria a culminar com a detenção do luso-americano. Está em prisão preventiva, acusado de 10 crimes de burla, qualificada, e extorsão.

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