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10/10/2009 - Diário de Cuiabá Escrever Comentário Enviar Notícia por e-mail Feed RSS

‘Chupa-cabra’ também é negócio do grupo

Por: Steffanie Schomidt

Relatório da polícia quanto à atuação da quadrilha chefiada por Binho aponta esquema de fornecimento de máquinas usadas para ‘copiar’ cartões.

Investigações que resultaram na Operação Maranello revelam que a organização criminosa que atuava no tráfico internacional de drogas em Mato Grosso já havia expandido os negócios em outra linha fraudulenta: a de máquinas preparadas para clonar cartões de crédito, os famosos “chupa-cabras”, conforme apontou a Polícia Federal no relatório sobre a quadrilha.

O esquema de tráfico e lavagem de dinheiro é liderado pelo advogado Edésio Ribeiro Neto, o Binho, segundo a PF, e tem como participantes policiais civis e empresários da alta sociedade cuiabana. Binho está com mandado de prisão em aberto, expedido pela Justiça Federal desde o dia 30 de setembro, quando foi deflagrada a operação. Na ocasião, 13 foram presos entre Mato Grosso, São Paulo e Mato Grosso do Sul.

Interceptações telefônicas realizadas no dia 21 de março de 2009 identificaram Nelson Lopes Júnior, responsável por realizar o serviço de entrega de máquinas chupa-cabra na Região Norte do país, a mando de Binho.

Durante a ligação, Nelson fala com uma pessoa não-identificada que informa ter recebido 10 máquinas e pede para que o teclado de uma delas, modelo VX 510, seja trocado, “pois está muito duro”.

Desde o final de 2008 que Binho havia acertado com uma pessoa de sua confiança – provavelmente Nelson - sua ida para São Paulo, a fim de ver “uma máquina”. Ele confirma um encontro com um “rapaz que é dono do laboratório” para o dia 2 de janeiro de 2009.

Dois meses após esse encontro, no dia 3 de março, Nelson diz para Binho que vai entregar as máquinas pessoalmente em Rio Branco (AC). Um homem identificado como Pasco retira as passagens em nome de Nelson.

Como o trecho do vôo é até Porto Velho (RO) e está prevista uma escala, Nelson reclama para Binho, por conta de “todo o trabalho que terá”, uma vez que está com todas as máquinas na bagagem de mão.

Na volta a São Paulo, Nelson comenta que Pasco já “levou tudo para o outro lado”, que a polícia acredita ser a Bolívia ou o Peru.

Em interceptações, Nelson afirma ainda que precisa passar o relatório da viagem para Binho, para poder receber dele.

A polícia identifica ainda negócios feitos por Nelson de instalação de máquinas em comércios, pegando ordens de serviço e mudando o lugar de instalação, segundo documento elaborado pelas investigações.

DIVERSIFICAÇÃO - Outro segmento ilícito também realizado pela organização, conforme apuração policial, era o roubo a caixas-eletrônicos para patrocinar o negócio das drogas, ou vice e versa. A Polícia Civil, que iniciou as investigações sobre a movimentação do bando, identificou a participação dos irmãos Rodolfo e Ricardo da Costa Silva, acusados de lavagem de dinheiro no esquema criminoso do narcotráfico. Eles foram presos, em maio deste ano, envolvidos no arrombamento a terminais bancários da Capital.

Os dois são sócios-proprietários “laranjas”, segundo as apurações, do lava-jato Agua-Jet, usado para lavagem de dinheiro do tráfico pela organização. No local, também eram organizadas as ações criminosas a ser empreendidas pelo grupo chefiado por Binho, cujo braço financeiro tinha como nome forte o empresário Alexandre Zangarini, preso na operação.

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