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07/10/2009 - Correio Braziliense Escrever Comentário Enviar Notícia por e-mail Feed RSS

Crimes para fraudadores têm penas de até 27 anos

Por: Ullisses Campbell


Depois de indiciar cinco pessoas - embora ninguém tenha sido preso -, a Polícia Federal encerrou ontem (6/10) o inquérito que apurou como ocorreu o vazamento da prova do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) que seria aplicada no fim de semana passado.

Para os agentes federais, não resta a menor dúvida: o grande responsável pelo crime é o capoeirista Felipe Pradella, de 32 anos. Foi ele quem teve a ideia de pegar dois exemplares da prova para vender. A primeira foi retirada por um funcionário da esteira da impressão da gráfica Plural em 21 de setembro e entregue ao capoeirista. A segunda prova foi obtida da esteira pelo próprio Pradella, que teria escondido o exemplar na cueca.

A Polícia Federal estuda ainda a possibilidade de fazer uma reconstituição com os cinco acusados no parque gráfico da Plural para mostrar com detalhes como ocorreu o furto da prova. "Pradella já pegou a prova com a intenção de ganhar dinheiro fácil", disse o delegado de Repressão a Crimes Fazendários de São Paulo, Marcelo Sabadin Baltazar.

O capoeirista responderá por crimes de peculato e violação do sigilo funcional, além de extorsão. Para piorar a situação, o acusado ainda ameaçou de morte a repórter do jornal O Estado de São Paulo que teve contato com ele por causa da publicação de sua foto no jornal. "Para não cumprir a ameaça, ele pediu R$ 10 mil à jornalista", disse Baltazar.

Pradella foi contratado por uma semana pelo Instituto Cetro, que faz parte do Consórcio Nacional de Avaliação e Seleção (Connasel), responsável pelo processo de produção e de distribuição do Enem. Pelo contrato inicial, ele seria encarregado da segurança, mas acabou sendo aproveitado na tarefa de fazer a conferência e lacrar as caixas com as provas.

Além de Pradella, foram indiciadas outras quatro pessoas que participaram do esquema: o empresário Luciano Rodrigues, 39 anos, o DJ Gregory Camillo de Oliveira Craid, 26 anos, e os funcionários da gráfica Felipe Ribeiro, 21 anos, e Marcelo Sena, 20 anos. Os acusados responderão aos processos em liberdade porque não houve flagrante. O crime de peculato tem pena de dois a 12 anos de prisão, o de quebra de sigilo de dois a cinco anos e o de extorsão, de 4 a 10 anos.

Ribeiro e Sena negaram que tinham interesse em lucrar com o furto das provas. No depoimento que os dois funcionários da gráfica prestaram à PF, eles disseram que as provas foram furtadas apenas para dar um grande furo jornalístico para a imprensa.

Para o Superintendente Regional da Polícia Federal de São Paulo, Fernando Duran Poch, a simples intenção de furtar uma prova para dar um furo para a imprensa não passa de uma estratégia de defesa. "Todos cinco assumem que estiveram com a prova na mão, mas todos eles negam o interesse financeiro", ressaltou o policial.

O inquérito da PF concluiu que o esquema de segurança da gráfica é falho, já que nenhum dos dois funcionários foram revistados quando saíram do local com uma cópia da prova. Poch disse ainda que a PF vai preparar um relatório detalhando as falhas do sistema de segurança para evitar fraudes em outros concursos públicos.

Em nota, o diretor-geral da gráfica Plural, Carlos Jacomine, voltou a dizer que o esquema de segurança do local é rigoroso e atribuiu a responsabilidade ao Instituto Cetro. Segundo ele, se as provas foram furtadas da esteira da gráfica, uma das câmeras teria registrado a ação. Jacomine disse ainda que a logística da operação após a produção das provas e a segurança não era de responsabilidade da Plural.

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