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06/10/2009 - Webinsider Escrever Comentário Enviar Notícia por e-mail Feed RSS

A década do crime eletrônico

Por: Leonardo Cardoso de Moraes

O crime ocupa o meio online e cresce a demanda por perícias eletrônicas. Que os nossos governantes estejam preparados para não repetir na internet a justiça lenta e desapetrechada do mundo offline.

O crime ocupa o meio online e cresce a demanda por perícias eletrônicas. Que os nossos governantes estejam preparados para não repetir na internet a justiça lenta e desapetrechada do mundo offline.
Por Leonardo Cardoso de Moraes

Vivemos a iminência da década em que 90% dos crimes serão virtuais, onde os próximos dez anos representarão a migração do meio de ação e atuação dos marginais. Com a impressão real de um ambiente com menores riscos a correr, as organizações criminosas moldam-se como mega empresas envoltas em holdings e subsidiárias. Registram domínios web em todos os cantos do mundo sob nomes que não deixam nenhuma suspeita.

Como então o Brasil está se preparando para lidar com este novo cenário que nem mais peça de ficção científica é? Considerando o quase que total desaparelhamento das polícias e a eterna falta de recursos, como encarar este desafio que agora se apresenta?

O futuro chegou avassaladoramente e emerge em meio a 160 milhões de telefones celulares e mais de 50 milhões de internautas. Todos conectados sob alguma forma onde já está no inconsciente coletivo que ninguém pode e deve ficar de fora desta viagem sem volta aos orkuts, facebooks, twitters e SMSs da vida.

Há pouco ainda se discutia se a classe política poderia fazer campanha nas mídias virtuais como websites e redes sociais. Muita polêmica também causa o projeto de lei do senador Eduardo Azeredo, que bate forte no anonimato na grande rede.

Anos luz à frente está o crime organizado que cada vez mais se alastra em larga escala através da existente capilaridade da internet. Seja em portais de jogatina e cassinos online ou através da comercialização de pirataria, material pedófilo e drogas pelo celular. Façamos então uma analogia com a campanha do desarmamento realizada três anos atrás, onde a população foi incitada a se desarmar. Só esqueceram de avisar aos bandidos que hoje, mais do que nunca, estão “trepados até os dentes” com armamento pesado.

O crime eletrônico
Palavras do delegado José Mariano, titular da divisão de combate a crimes eletrônicos de São Paulo – “Estamos no meio de uma guerra eletrônica” – referindo-se às fraudes bancárias, pedofilia e sites falsos que oferecem produtos baratos, mas não os entregam.

Uma foto de pedofilia chega a custar US$ 2 mil. É o que diz o senador Magno Malta que em sua luta hercúlea conseguiu quebrar o sigilo do Orkut e ajuda a rastrear mais de 8 mil pedófilos mundo afora.

Outra prática crescente e que começa a incomodar as grandes redes varejistas é o chargeback. A pessoa faz uma compra pela internet, recebe o produto e repudia o pagamento alegando que não foi ela que efetuou o pedido pela internet. O débito fica com o varejista que vê como única saída declará-lo como prejuízo em seu balanço.

E o golpe do bilhete de loteria premiado? Tem gente que responde a e-mails (phishing) solicitando a atualização do seu cadastro bancário. Como achar seus mentores quando a origem do e-mail fraudulento se dá em países como a Romênia?

Polícia técnica
Tal qual o livro de Julio Verne, 20 mil léguas submarinas, que previu invenções como o submarino, os seriados de TV como CSI antecipam a premente necessidade de pessoal especializado e aparelhamento do Estado.

No enlatado americano percebe-se uma polícia técnica com equipamentos de última geração altamente preparada para lidar com questões forenses, técnicas, médicas e que só falta ler as mentes dos bandidos. Recentemente a Polícia Federal viu-se em maus lençóis ao tentar quebrar sem sucesso a chave de criptografia dos HDs do banqueiro Daniel Dantas.

Especificamente neste caso nem o FBI conseguiu abrí-los. Apenas a empresa fabricante do software de encriptação é que poderá mostrar os dados através de um mandado judicial.

Lamentavelmente aqui no Brasil existem delegacias que mal possuem uma cadeira para se sentar. O que dirá então de equipamentos e gente para pericias eletrônicas? Se começássemos hoje a treinar um policial de cada delegacia já seria tarde. Urge que todas as DPs estejam preparadas para lidar com crimes do mundo de dentro e de fora dos computadores. A vida está no meio eletrônico.

RG vai ter um chip
A própria cédula de identidade, RG, começa a se modernizar em janeiro de 2010 quando possuirá chip e será um smart card de identificação única evitando assim a fraude de um marginal ter um RG de cada Estado. Já é um grande passo.

Outra classe que deve estar muito bem preparada é a dos magistrados, que cada vez mais se depara com a crescente tendência de demanda das perícias judiciais em tecnologia e segurança da informação por parte dos cidadãos.

E se o criminoso entra na sua máquina?
As pessoas se vêem envolvidas em crimes que jamais cometeriam, mas ainda pela falta de maturidade e cultura permitem-se a deixar seus computadores vulneráveis às ações de hackers. Como provar então que um ataque que partiu do seu IP não foi cometido por você mesmo? Isso não é problema para o criminoso virtual, que pode se dar ao luxo de efetuar o ilícito a partir de máquinas de terceiros e depois retirar o programa nefasto do PC atacado e atacante sem deixar rastros.

No mundo corporativo não é diferente. Percebendo que as grandes empresas passaram a investir mais em segurança, os crackers mudaram o alvo e agora miram médias e pequenas empresas ainda muito vulneráveis aos seus ataques virtuais. É a lei do menor esforço.

Uma vez que todos os políticos agora querem usufruir do efeito Obama e se mostraram muito preocupados em ter sua representatividade na internet, devemos prestar bastante atenção às propostas dos futuros candidatos às eleições do próximo ano. Vamos observar bem seus discursos e ver quem de fato está preparado para exercer um cargo público nestes novos tempos que se anunciam.

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