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06/10/2009 - Jornal de Notícias Escrever Comentário Enviar Notícia por e-mail Feed RSS

Vendiam cartas de condução falsas por mil euros

Por: Padro Fontes Da Costa


Dois homens de Oliveira do Bairro, que lideravam uma rede que vendia cartas de condução falsas, foram acusados, pelo Ministério Público, de 11 crimes de falsificação de documento. Vendiam-nas a mil euros.

As cartas de condução custavam cerca de mil euros, enquanto que em Inglaterra (onde residiam dois dos arguidos) o preço variava entre as 350 e as 500 libras. A julgamento vão outras dez pessoas que compraram cartas falsas e que agora são acusadas, em autoria material e na forma consumada, da prática de um crime de falsificação de documento.

A rede terá sido formada em 1998 por um indivíduo de apelido "Tozé", de 42 anos, que residia em Inglaterra, e após uma conversa com um outro indivíduo, de apelido A. Neves, de 56 anos, ambos conhecidos, já que tinham vivido em Portugal em localidades próximas. Numa dessas visitas, A. Neves comentou com o arguido "Tozé" que pretendia obter uma carta de condução válida para a condução de veículos das categorias A, C e D.

"Tozé" disse-lhe que conseguia obter uma carta de condução válida para todas aquelas categorias sem que tivesse de frequentar aulas e submeter-se a exames, bastando que lhe pagasse 350 libras.

Dias depois, os arguidos encontraram-se e e a carta falsificada foi entregue. O arguido A. Neves assinou o documento, que acabaria por ser apreendido em Agosto de 2003, por elementos da PJ de Aveiro.

Os encontros entre os dois arguidos continuaram e, fruto das conversas, decidiram dedicarem-se, conjuntamente, ao fabrico de cartas de condução forjadas e posterior venda a terceiros. No sentido de cumprirem o objectivo, A. Neves e "Tozé" acordaram dividir entre ambos as tarefas com o objectivo de maximizar os lucros.

Neste esquema, A. Neves terá ficado incumbido de angariar clientes, propondo a venda e aquisição das mesmas. Em pleno ano de 1998, A. Neves começou junto de familiares seus e amigos a divulgar que conseguia obter cartas de condução para qualquer categorias de veículos sem que tivessem de frequentar aulas ou submeterem-se a exame.

A rede seria desmantelada em Agosto de 2003, quando a PJ apreendeu uma série de documentos na casa de A. Neves. Em 2004, a GNR de Oliveira do Bairro detectou uma mulher, deVila Verde, a conduzir com uma carta, alegadamente, falsificada por aquele duo.

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