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29/01/2007 - Diário do Amazonas Escrever Comentário Enviar Notícia por e-mail Feed RSS

O novo formato do ‘conto do vigário’


Em um mundo cada vez mais individualista, conseguir uma doação ou até mesmo um gesto de solidariedade está mais difícil. O grau de dificuldade aumenta mais ainda, quando pessoas inescrupulosas resolvem se aproveitar da boa fé das pessoas aplicando golpes. A mais recente modalidade do sempre repaginado ‘contos do vigário’, é se dizer representante de uma organização não-governamental (ONG) que ampara jovens em situação de risco. Usando os próprios adolescentes para convencer os incautos, arrancam o dinheiro suado dos trabalhadores honestos, que acreditam estar praticando uma boa ação. Muitas das vítimas sequer se deram conta da artimanha, mas aquelas que perceberam o golpe terão, daqui para frente, os ‘dois pés’ atrás diante de qualquer pedido de ajuda.

A prática de enganar os semelhantes é antiga entre os homens. O ‘conto do vigário’, por exemplo, nasceu a partir de um golpe que um falso padre aplicou nos moradores de uma cidadezinha, arrecadando dinheiro para construir uma fictícia igreja. Até Fernando Pessoa já usou essa expressão; por isso, é provável que a cidadezinha nem fique no Brasil. O dicionário Aurélio define o ‘conto do vigário’ como embuste para apanhar dinheiro, em que o embusteiro, o vigarista, procura aproveitar-se da boa fé da vítima, contando uma história meio complicada, mas com certa verossimilhança. Também segundo o dicionário, a expressão ‘conto do vigário’ deu origem à palavra vigarista. Capitulados no ‘famoso’ artigo 171 do Código Penal (estelionato), os golpes exploram não apenas a boa-fé das vítimas, mas, em alguns casos, a capacidade que elas têm de ser enganadas enquanto pensam estar sendo espertas ou generosas.

O novo formato do ‘conto do vigário’ que está sendo aplicado em Manaus, torna-se ainda mais condenável pelo fato de envolver jovens em uma prática criminosa. Na verdade, a tal ONG fictícia faz exatamente o contrário do que seria a sua missão, ou seja, ao invés de tirar os adolescentes do crime, termina aprofundado suas ligações com ele e, consequentemente, ensinando-os a viver fora da lei. Em decorrência disso, os pais ou alguma instituição séria de amparo a jovens infratores terá muito mais dificuldade em ensinar estes meninos e meninas a buscar uma vida honesta e será muito mais difícil. Espera-se do poder público uma ação rápida no resgate destes jovens e na prisão de seus ‘tutores’, pois assim como em outros tipos de crime, a certeza da impunidade é o principal fator multiplicador desse tipo de golpes.

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