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05/10/2009 - Expresso MT Escrever Comentário Enviar Notícia por e-mail Feed RSS

Estelionatário usa os documentos de homem que morreu há 8 anos

Família de Simão Pedro começou a receber dívidas feitas no último ano, por homem que conseguiu dados e aplica golpes até fora do Estado.

Financiadoras, lojas e representantes comerciais estão na lista das dívidas que Simão Pedro de Souza deixou espalhadas pelo mercado no último ano. O problema é que ele morreu há 8 anos em um acidente de trânsito na avenida do CPA e os documentos dele foram extraviados em um escritório de advocacia de Cuiabá.

Desde então, a família recebe as correspondências de cobrança e descobriu que até uma conta de banco foi aberta no nome dele em janeiro deste ano em uma agência do Banco do Brasil de Várzea Grande.

A mãe de Simão, Carminda Ferreira de Souza, 54, conta que após a morte do filho, ela foi informada que o Seguro de Danos Pessoais Causados por Veículos Automotores de Via Terrestre (Dpvat) ia pagar um acréscimo em relação ao valor já depositado na conta dela.

Então, a cunhada de Carminda apresentou um homem, conhecido como Laurindo, que costumava ajudá-la em questões legais. Ele pegou os documentos de Simão e encaminhou para o escritório de Edésio do Carmo Adorno, deixando com a cliente uma procuração, na qual ela deixa o advogado como representante.

O dinheiro até hoje não apareceu e nem sequer o processo, pois a vítima conta que ligou várias vezes para o escritório de Edésio pedindo o número e nunca foi atendida. Carminda conta que há cerca de 60 dias o advogado estava em um programa de televisão e ela conseguiu falar com ele no ar. O profissional disse que estava ciente do problema e que iria entrar em contato, o que também não aconteceu.

Ela recebeu uma notificação da Receita Federal no mês passado. A carta pedia a presença do filho dela no órgão. Ela foi ao local com a certidão de óbito nas mãos e a servidora falou que Simão iria receber a restituição do imposto de renda no valor de R$ 800, mas precisava quitar uma multa de R$ 140 para o dinheiro ser depositado.

O fato assustou a mãe, que na oportunidade descobriu que haviam cheques emitidos pelo filho este ano e que não foram pagos. Ela conseguiu o número de telefone de uma das lojas que recebeu o cheque no Ceará. Lá, o empresário informou que o valor era referente a compra de calçados e passou a identificação do comprador, E.S.B, 34, que localizado em Cuiabá pela reportagem pediu para não ser identificado.

Mais vítimas - O comprador da mercadoria disse que o cheque foi recebido de um cliente, que era chamado de Pedro. O homem começou a fazer negócios com ele no começo do ano. Em princípio, as transações eram à vista, mas depois de adquirir confiança, ele começou a emitir os cheques.

Depois, que voltaram por falta de pagamento, Pedro sumiu. Ele dizia que era do interior e que comprava calçados para distribuir nos municípios. Segundo E.S.B, o homem tinha aparentemente 45 anos, magro e estava sempre com o carro e as roupas sujas. O estelionatário falava sempre que estava chegando de viagem. O prejuízo de E.S.B é superior a R$ 4 mil.

A reportagem entrou em contato com Laurindo pelo telefone. Ele informou o número do celular do advogado e falou que não tem ligação profissional com Edésio. Conforme Laurindo, ele conheceu o advogado e sempre que alguém precisava de auxílio jurídico encaminhava para o escritório dele. As referências sempre foram positivas até que os documentos de 3 clientes foram entregues e sumiram.

Laurindo relata que expôs o problema para o advogado, que argumentou que os papéis extraviaram durante a mudança de imóvel. Meses depois, a secretária disse que não havia nenhum processo com o nome dos clientes.

Documentos extraviados - A Polícia Civil registrou 115.934 Boletins de Ocorrência em Mato Grosso. Do total, cerca de 40% são relativos a documentos extraviados ou roubados. O delegado Cley Celestino Batista, do Centro Integrado de Segurança e Cidadania (Cisc) do Coxipó, explica que além de fazer o BO, as pessoas devem também informar bancos, lojas e os serviços de proteção ao crédito do sumiço dos documentos. Pode acontecer até de empresas ilegais serem abertas para lavagem de dinheiro ou crimes. Nestes casos, a vítima acaba se tornando suspeita de envolvimento.

Quando os papéis são encontrados por pessoas especializadas, acabam sendo utilizados para compra de produtos e até mesmo financiamento de bens móveis como carros, equipamentos eletrônicos, entre outros. Após a compra, as vítimas são comunicadas pela loja do débito por produtos que elas nunca viram.

Mesmo mostrando o registro do extravio na Polícia, algumas empresas só tiram o nome do cliente do serviço de proteção ao crédito depois de uma ação judicial. O fato traz transtorno para o cidadão, que acaba tendo que gastar para conseguir novamente o crédito no mercado.

Os empresários ficam com medo de retirar o nome do cliente da lista de credores e serem vítimas de um novo golpe. Eles não sabem quem fala a verdade e quem mente.

As lojas também devem levar os documentos apresentados na compra pelo estelionatário para Polícia. O delegado explica que na maioria das vezes, eles substituem a foto do documento. A ação pode facilitar o trabalho de identificação do criminosos.

Batista argumenta também que o estelionatário é uma pessoa convincente e dificilmente o funcionário de uma loja consegue perceber qualquer coisa suspeita no comportamento dele. Os vendedores também estão preocupados com garantir as metas de venda e as comissões, então, o que basta é o cadastro ser aprovado. Como os serviços de proteção ao crédito usam apenas o número de CPF, não há problemas na substituição da foto.

Ultimamente, o delegado conta que as reclamações de uso ilegal de documentos estão ligadas a compra na internet. Nas transações, não há uso de senhas, apenas do número do cartão de crédito e CPF. Quando rastreados, os produtos foram entregues em casas desocupadas, ou retirados nos correios por pessoas identificadas como donas dos documentos.

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