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03/10/2009 - Diário de Cuiabá Escrever Comentário Enviar Notícia por e-mail Feed RSS

‘Laranjas’ em favela de MG

Por: Steffanie Schmidt

Esquema de narcotraficantes internacionais usou nome de 3 moradoras de Belo Horizonte para empresas de ‘lavagem’.

Para esconder a origem do dinheiro oriundo do tráfico internacional de drogas, a quadrilha desbaratada na Operação Maranello na última terça-feira utilizou até mesmo moradores de favela. Formado por grandes empresários de Cuiabá, um advogado e quatro policiais civis, o grupo disfarçava os lucros injetando-os em empresas lícitas, porém fictícias.

Pelo menos três senhoras, moradoras de favela em Belo Horizonte (MG), tiveram seus nomes empregados na abertura de empresas que elas nunca viram, segundo informações da Polícia Federal.

“Elas foram utilizadas como laranjas”, explicou o delegado da PF, Alexandre Custódio Neto, responsável pela Delegacia Regional de Combate ao Crime Organizado.

Além disso, o grupo utilizava também factorings para “legalizar” o dinheiro de origem ilícita. “É um meio muito comum em Mato Grosso, onde existem várias empresas do tipo“, afirmou o delegado.

Como esse tipo de empresa costuma movimentar muito dinheiro, fica mais fácil inserir os lucros ilícitos dentro da contabilidade. “Mas também fica mais difícil de comprovar. Nesse caso, precisamos do trabalho de um auditor contábil“, disse Neto.

Outro fator que chamou a atenção da polícia durante as investigações foram as notas de entrada e saída da Ferrari Spider 430 pertencente ao empresário Alexandre Zangarini. “O veículo entrou no país por menos de R$ 600 mil, sendo que os contratos eram de R$ 1,2 milhão. Pelo menos R$ 600 mil estão sem comprovação“, afirmou.

O lucro do empresário era “muito alto”, segundo o delegado. Para financiar o esquema, ele operava com o dólar em R$ 2,40, enquanto no mercado paralelo esse valor chega, no máximo, a R$ 2.

Para se chegar aos líderes da quadrilha na Operação Maranello, a polícia deixou de apreender alguns carregamentos de droga, com autorização judicial, a fim de rastrear o esquema. “Os chamados ‘mulas’ que pegamos não são à toa, 90% deles estão ligados a um trabalho de inteligência das polícias”, afirmou Neto.

São eles que constituem a “materialidade” do crime. “Sem isso, a acusação de tráfico internacional de drogas não se sustenta. É preciso provar para a Justiça essa materialidade”, explicou.

A apreensão de cocaína realizada em Barão de Melgaço, em junho deste ano, serviu a esse propósito e colocou em alerta os mentores. “Não posso afirmar que Zangarini tentou fugir, mas percebemos uma movimentação dele no aeroporto em São Paulo e tivemos de segura-lo, inclusive na noite anterior à deflagração da operação”. Outros 11 mandados de prisão ainda estão em aberto, inclusive de Edésio Ribeiro Neto, o “Binho”, considerado o centro do esquema de tráfico de drogas e lavagem de dinheiro.

BOLÍVIA – De acordo com publicação do jornal Eldeber, da Bolívia, Alexandre Zangarini, considerado o principal fomentador do esquema de narcotráfico internacional, responde a processos de organização criminosa de contratos lesivos ao país por meio dos quais movimenta cerca de 500 mil dólares por semana. O empresário declarou possuir 900 máquinas caça-níqueis naquele país, desde 2004. “Ele utiliza três licenças de funcionamento vencidas das empresas Jet Games, Raffle Games e Winning Games”, segundo a publicação. Zangarini nega as acusações na entrevista e afirma possuir somente a Jet Games.

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