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03/10/2009 - O Diario do Norte do Paraná Escrever Comentário Enviar Notícia por e-mail Feed RSS

Maringá tem até 6 golpes de sequestro por semana

Por: Juliana Daibert

Número de ocorrências deve ser maior, pois muitas vítimas não registram queixa, porque percebem se tratar de um blefe. Saiba as diferenças entre o falso e o verdadeiro sequestro.

A 9ª Subdivisão Policial de Maringá (9ª SDP) registra de três a seis ocorrências do golpe do falso sequestro por semana. Mas o grosso das tentativas nem chega a ser registrada, porque a vítima percebe a trama e desliga o telefone ou ainda porque se sente envergonhada por ter sido enganada.

Velho conhecido da polícia, na maioria das vezes ele é aplicado por criminosos que já estão presos no Rio de Janeiro ou na região nordeste e, mesmo assim, continuam fazendo vítimas pelo pânico instantâneo que despertam.

Não há consenso quanto ao crime cometido, se de extorsão ou estelionato. De acordo com Itiro Haschitani, delegado-chefe da Delegacia de Estelionato e Roubo de Cargas, de Curitiba, a principal característica do falso sequestro fundamenta melhor a extorsão, pois a pessoa se vê obrigada a fazer ou deixar de fazer algo mediante coação. “Ainda que o fato inexista, a coação existe”, explica o delegado. A dona de casa maringaense A.M., 45 anos, sabe bem disso.

Na tarde do sábado de 26 de setembro, ela atendeu ao telefone e, do outro lado da linha, uma menina avisou que foi assaltada. Em seguida, uma voz masculina diz: “Sua filha está conosco e queremos dinheiro”. Desesperada, A.M. só consegue obedecer às instruções do autor da ligação feita a cobrar com código de área do Rio de Janeiro. Pouco antes, por volta das 13h, ela havia recebido um telefonema da filha caçula, de 13 anos, avisando que almoçaria com os amigos da escola. A garota ligou a cobrar para casa porque estava sem créditos no celular. Minutos depois, a outra ligação a cobrar.

Acreditando ser novamente a filha, A. M. aceitou a ligação. Os gritos de “mãe, fui assaltada” deram à dona de casa a certeza de que se tratava da caçula. Na tentativa de acalmar a jovem, A. M. a chamou pelo nome. “O que você é dela?”, perguntou um rapaz. Ao saber que falava com a mãe da garota, ele completou: “O assalto que planejamos deu errado e estamos com sua filha. Vamos colocá-la no portamalas e sair.

Faça o que estou dizendo e não desligue o telefone”. Sozinha em casa, A.M. foi buscar papel e caneta para anotar as instruções do sequestrador e ligou, de um celular, para um amigo, que passou a ouvir a negociação. Mas nervosa e apavorada, A.M. não conseguia anotar as instruções passadas pelo bandido. “Ele dizia ‘calma, minha senhora, calma’”.

De resgate, o bandido pediu R$ 1,5 mil em créditos de celular de duas operadoras diferentes. “Achei muito pouco e comecei a pensar no que estava acontecendo”.

Desconfiada, a dona de casa desligou o telefone e foi avisada pelo amigo que a filha estava bem. “Eu sou esclarecida e caí nessa mentira. A situação é muito complicada, fiquei descompensada.”

As pistas do golpe, as vezes, demoram a ser percebidas e, quando são, misturam sentimentos de alívio, raiva do bandido e vergonha por quase ter caído no golpe.

“A partir do momento em que acreditei se tratar da minha filha, eu faria qualquer coisa”, diz. Hoje, ela até consegue ver graça na história.

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