Monitor das Fraudes - O primeiro site lusófono sobre combate a fraudes, lavagem de dinheiro e corrupção
Monitor das Fraudes

>> Visite o resto do site e leia nossas matérias <<

CLIPPING DE NOTÍCIAS



Promoção BLACK WEEK. Até o dia 02/12 valor promocional para o Treinamento sobre Fraudes Crédito e Comércio ! CLIQUE AQUI.


Acompanhe nosso Twitter

02/10/2009 - Zero Hora Escrever Comentário Enviar Notícia por e-mail Feed RSS

O vazamento no Enem


O ministro da Educação, Fernando Haddad, agiu com sensatez e firmeza ao adiar para novembro a prova do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) marcada para o próximo final de semana e para a qual estão inscritos mais de 4 milhões de candidatos em 1,8 mil cidades. Um teste desta abrangência para o país, do qual muitos estudantes dependem para ingresso na universidade e para a obtenção de bolsas de estudo do ProUni, não pode conviver com qualquer suspeita de fraude, muito menos com um crime das proporções do que foi descoberto. Mas, ainda que o Ministério da Educação (MEC) tenha se comprometido em conter ao máximo os prejuízos para o poder público e para os inscritos e que a Polícia Federal esteja no encalço dos criminosos, um ato desse tipo merece uma reflexão mais demorada, não apenas no meio educacional.

Mesmo num país historicamente leniente com pequenas fraudes e jeitinhos no cotidiano e incapaz de enfrentar com um mínimo de eficiência o mau uso de dinheiro público e a corrupção, fica difícil de entender como alguém pode se imaginar tirando vantagem prejudicando justamente quem estuda para assegurar uma forma honesta de ganhar a vida. No caso do Enem, os prejuízos seriam ainda mais graves se a fraude tivesse sido revelada só depois da realização da prova, o que exigiria sua anulação. Isso só não ocorreu porque, como lembrou ontem o ministro da Educação, o jornal O Estado de S. Paulo, ao ser procurado por pessoas interessadas em vender as provas por R$ 500 mil, denunciou o esquema. A particularidade de os criminosos não terem se contentado apenas em comercializar o que deveria estar sob rigoroso sigilo, mas também de envolver a mídia no esquema, alegando que “isto aqui é muito sério, derruba o ministério”, torna o caso ainda mais grave. Como não poderia deixar de ser, o jornal denunciou o fato às autoridades, que agora devem, além de explicações para o país, uma apuração rigorosa e conclusiva.

Ninguém desconhece a dificuldade de aplicação de uma prova cujo enfoque foi nacionalizado e com um número de inscritos que se amplia a cada ano, num país de dimensões continentais como o Brasil. Ainda que o MEC assegure ter tomado todas as precauções para evitar qualquer risco de as questões se tornarem conhecidas antes da aplicação do teste, é lamentável que tenha havido alguma margem para a atuação de inescrupulosos.

Os brasileiros não podem aceitar como inevitáveis crimes como a transformação de questões da prova prevista para o fim de semana em pretexto para ganhos financeiros ilícitos, com prejuízos de toda ordem para milhões de pessoas. Esse é o tipo de risco que precisa ser enfrentado sobretudo com rigor na prevenção e na repressão por parte do poder público, mas acima de tudo pelo rechaço permanente da sociedade a qualquer tipo de transgressão.

Página principal do Clipping   Escreva um Comentário   Enviar Notícia por e-mail a um Amigo
Notícia lida 288 vezes




Comentários


Nenhum comentário até o momento

Seja o primeiro a escrever um Comentário


O artigo aqui reproduzido é de exclusiva responsabilidade do relativo autor e/ou do órgão de imprensa que o publicou (indicados na topo da página) e que detém todos os direitos. Os comentários publicados são de exclusiva responsabilidade dos respectivos autores. O site "Monitor das Fraudes" e seus administradores, autores e demais colaboradores, não avalizam as informações contidas neste artigo e/ou nos comentários publicados, nem se responsabilizam por elas.


Patrocínios




NSC / LSI
Copyright © 1999-2016 - Todos os direitos reservados. Eventos | Humor | Mapa do Site | Contatos | Aviso Legal | Principal