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01/10/2009 - A Tarde Online Escrever Comentário Enviar Notícia por e-mail Feed RSS

Fraude no Enem terá custo de R$ 30 milhões para os cofres públicos


Depois de adiar a prova do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), o Ministro da Educação, Fernando Haddad, garantiu que a fraude na avaliação será investigada pela Polícia Federal. Em entrevista coletiva à imprensa na manhã desta quinta-feira, 1º, Haddad garantiu que somente com impressão das provas o prejuízo chega a R$ 30 milhões. O Ministro da Justiça, Tarso Genro, foi acionado para que haja celeridade na identificação e punição dos culpados. O Enem aconteceria neste final semana para 4,1 milhões de candidatos em 1,8 mil cidades do Brasil. O adiamento foi anunciado depois de denúncias sobre o vazamento no modelo das provas.

Até o momento, os principais suspeitos do vazamento são os funcionários da gráfica que imprimiu as provas. Sabe-se que a empresa está localizada no Alphaville, na Grande São Paulo. O MEC, no entanto, não informou o nome da gráfica. Haddad afirmou ainda que o MEC possui um "banco de itens" que será utilizado para a elaboração de uma nova avaliação.

O ministro acredita ser possível realizar novo exame daqui a 45 dias, em novembro, porque não há tempo hábil de imprimir as provas ainda em outubro. Em nota oficial, o MEC informou que será preciso reorganizar a logística de aplicação da avaliação e que todos os alunos serão informados sobre o novo calendário do Enem. Sabe-se que o resultado do exame, previsto para o dia 8 de janeiro, deve sofrer atraso de aproximadamente um mês.

Outra dificuldade para o MEC será encontrar uma data que não coincida com a realização dos vestibulares das universidades. A primeira fase do processo seletivo da Universidade Federal da Bahia (Ufba), por exemplo, principal do estado, será nos dias 15 e 16 de novembro.

REPORTAGEM – As suspeitas de quebra do sigilo no Enem foram levadas ao ministro por uma equipe de reportagem do jornal Estado de São Paulo. Depois de os jornalistas entrarem em contato com o ministério para que fosse atestada a veracidade do caso, uma equipe do MEC foi até o cofre do Instituto Nacional de Pesquisas e Estudos Educacionais (Inep), órgão responsável pela execução da prova do Enem. "Por volta da 1h da manhã, recebi ligação do presidente do Inep de que havia fortes indícios de que poderia ser uma prova do Enem", disse Haddad.

O ministro assegurou que o adiamento agora é melhor do que se fosse feito após a aplicação da prova e tranquilizou os estudantes. Como a metodologia do Enem exige que as questões sejam pré-testadas, o Inep tem um banco com cerca de 1,8 mil delas. O exame mudou este ano para funcionar como vestibular unificado nacional: 24 universidades federais tinham abolido seus processos seletivos em favor do novo Enem. "Quem estava inscrito continua inscrito e deve aproveitar esse tempo para estudar mais. Deve aguardar até que o Inep e o consórcio responsável pela aplicação da prova definam a data da nova prova".

O ministro disse que uma prova foi roubada e que para evitar nova fraude, a impressão e embalagem dos exames serão feitos por apenas uma empresa, ao contrário do que aconteceu com a prova que vazou. A empresa baiana Consultec coordenou o Consórcio Nacional de Avaliação e Seleção (CONNASEL), responsável pela parte operacional de aplicação da prova. O Instituto Cetros, de São Paulo e a FUNRio, da Universidade Federal do Rio de Janeiro, também participaram do consórcio.

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Comentários


Autor e data do comentário: kennedy - 01/10/2009 22:13

esse cara e campiao...ja o governo e um burao abril mao de 30 milhoes por calsa de emtorno de 120 mil reais...



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