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01/10/2009 - Folha de São Paulo Escrever Comentário Enviar Notícia por e-mail Feed RSS

Acusados de escândalos ou fraudes estão entre os 106 membros do COI

Por: Rodrigo Mattos e Sérgio Rangel


Um condenado a 15 meses de prisão pelo envolvimento num esquema de financiamento ilegal de partidos políticos na França. Um outro acusado de integrar o último escândalo de manipulação de resultados no futebol italiano, ocorrido às vésperas da Copa de 2006, vencida pelo seu país. Um terceiro preso e multado por evasão fiscal na Coreia do Sul.

O COI (Comitê Olímpico Internacional) abriga também dirigentes ligados a duas das mais longas ditaduras do planeta -Cuba e Coreia do Norte. O órgão conta ainda com uma dezena de nobres, como o príncipe Albert 2º, de Mônaco, e, recentemente, com uma série de ex-campeões olímpicos que entraram para tentar melhorar a imagem do colégio eleitoral.

Com personalidades tão diversas, os 106 membros do COI vão decidir na sexta-feira a cidade-sede dos Jogos de 2016, no luxuoso Bella Center, em Copenhague. Rio, Chicago, Tóquio e Madri disputam a Olimpíada.

"O nosso trabalho aqui é técnico. Ainda não escolhi o meu candidato", disse Francis Nyangweso, de Uganda, ex-comandante do Exército de seu país nos anos 70, durante a ditadura de Idi Amin Dada.

Já o sul-coreano Kuu He Lee não vai poder nem ser paparicado pelas quatro candidaturas. Ex-presidente da Samsung, ele foi condenado por evasão de impostos no ano passado e só está em liberdade porque pagou multa de US$ 100 milhões (cerca de R$ 180 milhões).

Apesar de ter conseguido escapar da prisão, ele não votará na sexta. Foi suspenso pelo COI. Mesmo com a punição da Justiça, ele permanece no quadro do comitê internacional. Em 2007, sua empresa renovou por dez anos um contrato de patrocínio com a entidade.

Na Europa, o francês Guy Drut e o italiano Franco Carraro foram punidos pela Comissão de Ética do COI recentemente, mas também não perderam os seus assentos.

Drut foi condenado a 15 meses de prisão por atuar em sistema de financiamento ilegal de partido na França. Já Carraro, que presidiu a Federação Italiana de Futebol, demitiu-se após a descoberta de esquema de fabricação de resultados para favorecer clubes do país.

Apesar da ficha suja de alguns dirigentes atuais, o COI já viveu dias mais tristes.

Em 1998, membros da entidade foram acusados de trocar seus votos por dinheiro e presentes para favorecer Salt Lake City, que recebeu a Olimpíada de Inverno em 2002.

Na época, os responsáveis pela campanha teriam gasto cerca de US$ 1,2 milhão com dirigentes do COI durante o processo seletivo. O resultado do escândalo foi a expulsão de seis membros, a renúncia de outros quatro e uma mudança nas regras, que impôs limite ao tempo de mandato dos novatos.

"Sei que os membros do COI são sérios e honestos e acompanham muito o esporte. Por isso, estou confiante [na vitória do Rio]", disse Pelé, um dos trunfos da Rio-2016 para conseguir votos na Dinamarca.

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