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30/09/2009 - Campo Grande News Escrever Comentário Enviar Notícia por e-mail Feed RSS

Preso no PR grupo que aplicava golpes também em MS

Por: Nadyenka Castro


Um grupo que aplicava golpes há vários anos em idosos de seis Estados, incluindo Mato Grosso do Sul, foi preso nessa terça-feira pelo Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado) de Curitiba, Paraná.

Além de Mato Grosso do Sul, os 13 presos são suspeitos de aplicar golpes no Paraná, Rio Grande do Sul, Santa Catarina, São Paulo e Rio de Janeiro, conforme reportagem publicada pela Folha Online. O alvo preferencial da quadrilha eram pessoas nascidas nas décadas de 30 e 40.

De acordo com apurado pelo jornal, o grupo informava aos idosos que eles tinham valores a receber pela compra de ações do Fundo 157, espécie de fundo de ações criado pelo governo militar, no final da década de 60, que permitia que contribuintes aplicassem parte do que deviam em imposto de renda na compra de ações e debêntures (títulos de longo prazo).

Segundo noticiado pela Folha Online, para aplicar os golpes, o grupo telefonava para as vítimas simulando serem das empresas Usiminas ou Cosiminas, de Minas Gerais, e obtinham dados pessoais.

Com as informações, os criminosos ligavam novamente aplicando o golpe do Fundo 157 e pediam para que os idosos ligassem para um telefone, informando se tratar de uma empresa que faria assessoria no recebimento do dinheiro. Cada golpe rendia ao grupo entre R$ 7 mil e R$ 51 mil.

Conforme a reportagem, para resgatar o dinheiro, as vítimas eram informadas de que tinham de pagar primeiro o valor relativo ao imposto de renda e taxas. Esses valores eram depositados em contas bancárias de laranjas e sacados ou transferidos para outras contas.

Segundo as investigações, a quadrilha atuava com uma organização empresarial, chefiada no Guarujá, São Paulo, mas tinha agentes em Carapicuíba, São Paulo, e Curitiba. Os membros recebiam treinamento para aplicar os golpes e ganhavam comissão sobre o resultado das ações.

A investigação no Paraná começou após denúncia feita por uma vítima ao Gaeco de São Paulo. Ela contou que pagou quase R$ 52 mil a pretexto de receber uma quantia superior a R$ 177 mil em ações preferenciais da Usiminas.

Após as investigações, duas pessoas foram denunciadas pelo Ministério Público do Paraná em 11 de setembro. Célio Roberto Alves Rolim e José Alexandre Monteiro respondem por como estelionato, formação de quadrilha, falsificação de documentos e falsidade ideológica na 7ª Vara Criminal de Curitiba. Os dois foram presos.

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