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30/09/2009 - Portal Terra Escrever Comentário Enviar Notícia por e-mail Feed RSS

Brasil é maior exportador de hackers, diz delegado

Por: Alexandro Cruz


Os criminosos cibernéticos são jovens e sem antecendente criminal. Eles, porém, geram milhões de despesas e prejuízos às empresas e usuários comuns na internet. O mercado negro não é oficial, mas ele existe. De acordo com o delegado federal Rodrigo Bittencourt, hoje o Brasil possui o triste título de "maior exportador de hackers do mundo".

Desde que as autoridades começaram a dar mais atenção para esse tipo de crime, a Policia Federal já realizou algumas prisões de envolvidos e descobriu quadrilhas em todo o Brasil. "Iniciamos em 2003 a Unidade de Repressão ao Crime Cibernético. De lá para cá fizemos 34 grandes operações, com cerca de 700 prisões, que incluem falsificação bancária e clonagem de cartões", diz.

As quadrilhas virtuais geram milhões de despesas a bancos, empresas privadas e para o governo, com a criação de constantes vírus que estão espalhados por todas as redes, esperando um descuido dos usuários. Os bancos são os principais alvos das quadrilhas. Só no ano passado eles tiveram um prejuízo de aproximadamente R$ 500 milhões. As fraudes e clonagem de cartões equivalem a aproximadamente 75% das ameaças criadas.

Mas, como são esses criminosos? Existe uma hierarquia dentro dessas organizações? Bittencourt diz que elas são estruturadas e que há funções especificas para cada criminoso.

A mente criminosa, o programador, é a pessoa mais difícil de ser pega. Segundo o delegado federal, esse criminoso nunca está vinculado a uma quadrilha, porque ele cria o vírus e depois comercializa para terceiros. São jovens que trabalharam na área de TI de alguma empresa ou mesmo em bancos.

Uma informação curiosa é que, na maioria, esses programadores são pessoas que nunca cometeram um delito anteriormente. "O número de programadores avançados, especializados em fraude, não chega a dez no Brasil", diz.

Já o comprador divulga os códigos geralmente em chats especializados e que são vendidos a preços que variam entre R$ 5 mil e R$ 200 mil, dependendo da ação que o vírus oferece. Nos últimos dois anos, esse comércio rendeu aproximadamente R$ 8 milhões.

Bittencourt diz que as quadrilhas não praticam outros delitos e que elas se especializam em comercializar as informações. Hoje, os bancos são os que mais investem em segurança. "Mas, o ponto fraco é o usuário", conclui.

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