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29/09/2009 - O Globo Online Escrever Comentário Enviar Notícia por e-mail Feed RSS

Polícia desarticula esquema de empresários colaborando com traficantes no MT

Por: Anselmo Carvalho Pinto


CUIABÁ. A Polícia Federal de Mato Grosso desarticulou hoje o que considera o "suporte financeiro" de uma quadrilha de traficantes que atua no Estado e fornece cocaína boliviana para São Paulo. Entre os presos estão conhecidos empresários de Cuiabá, que atuariam no financiamento da atividade e na lavagem do dinheiro obtido com a venda da droga. O que chamou a atenção dos policiais é a quantidade de carros de luxo em poder do grupo. Ao menos nove foram apreendidos. Somente um deles, uma Ferrari Spider 430, é avaliada em R$ 1,8 milhão. Os policiais também apreenderam veículos Mercedes-Benz, BMW, Lamborghini, Corvette e uma moto Ducatti.

Um dos acusados é o empresário cuiabano Alexandre Zangarini, que tem negócios em Santa Cruz de La Sierra, na Bolívia. São dele ao menos a Ferrari e o Corvette. Zangarini não é acusado de tráfico, mas de lavagem de dinheiro e evasão de divisas. Segundo as investigações, ele colaborava com a quadrilha investindo o lucro do tráfico em carros de luxo e em empresas, a fim de dar legalidade ao dinheiro. A polícia encontrou uma padaria e uma editora em nome de parentes de Zangarini que poderiam ter movimentado dinheiro ilícito.

A PF descobriu ainda que a pedido de traficantes o empresário pagou fornecedores bolivianos utilizando-se de um mecanismo chamado "dólar-cabo". Segundo o Ministério Público Federal, a operação consiste na remessa de valores ao exterior por meio de um sistema de compensação que tem por base a confiança. Dono de uma factoring em Cuiabá e de uma empresa na Bolívia, Zangarini recebeu aqui no Brasil o dinheiro dos compradores da droga e pagou os fornecedores com recursos de sua empresa boliviana, numa forma de enviar dinheiro para o exterior sem precisar informar o Banco Central.

- Assim, ele cometeu um crime de evasão de divisas, mesmo com o dinheiro não saindo daqui - explicou o delegado Oslaim Santana, superintendente da PF em Mato Grosso.

A polícia ainda procura o advogado Edésio Ribeiro Neto, conhecido como Binho. Para os investigadores, Binho era o "cabeça" da quadrilha. Era ele quem arregimentava financiadores, subornava agentes públicos e distribuía a droga. A operação foi batizada de Maranello, numa referência à cidade italiana onde fica a fábrica da Ferrari.Ao todo a Justiça Federal decretou a prisão preventiva de 24 pessoas, das quais 13 haviam sido presas até o final da tarde.

Mas as investigações abrangem um total de 42 pessoas e empresas, cujos bens e contas correntes foram bloqueados judicialmente. Mandados foram cumpridos em Cuiabá (MT), Corumbá (MS), São Paulo (SP), Belo Horizonte (MG) e Teixeira de Freitas (BA).

- Desta vez nós pegamos quem dá sustentação financeira a esta atividade - comemorou Oslaim Santana.

As investigações começaram em junho deste ano, quando a Polícia Civil apreendeu 386 quilos de cocaína em uma fazenda no município de Barão de Melgaço, 113 quilômetros ao sul de Cuiabá. Por se tratar de tráfico internacional, o caso foi encaminhado para a Polícia Federal, que ampliou as investigações, chegando ao "suporte financeiro".Os agentes federais descobriram que a quadrilha de traficantes arrendou duas fazendas na região de Barão do Melgaço, numa área de difícil acesso, já dentro do Pantanal mato-grossense. As propriedades serviam como entreposto da droga vinda da Bolívia. Não bastasse a localização remota das áreas, os policiais demoraram para descobrir o esquema por conta da colaboração de quatro investigadores da Polícia Civil, que atuavam em benefício dos traficantes.

Um dia antes das prisões Ministério Público Federal havia denunciado 35 pessoas por tráfico de drogas e lavagem de dinheiro em uma ação criminal resultante da primeira parte da operação Maranello, em junho deste ano. Zangarini e Edésio Neto estavam entre os denunciados.

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